Retrospectiva: Saiba quais foram as colunas mais lidas de 2019

Redação ((o))eco
domingo, 22 dezembro 2019 10:42
Arte: Paulo André Vieira.

Mudanças na política ambiental sob o comando do ministro Ricardo Salles, filiado ao partido Novo, tomaram conta do noticiário em 2019. Das 10 colunas mais lidas do ano, 4 são sobre o assunto. Não era para menos, esse foi a ano em que estruturas importantes do Ministério do Meio Ambiente foram extintas ou totalmente modificadas, como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Das mais de 80 colunas fixas ou de convidados publicadas nos últimos 12 meses, estas foram as mais populares. Confira:

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1) Tubarões: vítimas do maior predador do planeta, por Gualter Pedrini. 

O “cação” que você compra na seção de congelados dos supermercados é, na verdade, carne de tubarão ou raia. Pesquisas revelaram que 62% dos peixes vendidos na região Sudeste sob diversos nomes, como “garoupa em pedaços” e “cação fresco”, eram tubarões.

Milhares de anos de evolução não preparam o grande predador dos oceanos para o maior predador do planeta: o ser humano. Leia a coluna completa aqui.

2) Por que não podemos proibir a caça do javali no Brasil, por Felipe Pedrosa e Marcelo Osório Walla.

Os pesquisadores Felipe Pedrosa e Marcelo Osório Wallau argumentam porque seria temerário proibir a caça do javali no país.

“Relatos da invasão de javalis no Brasil remontam à década de 1980. Mas foram nos últimos dez anos que eles mostraram realmente que chegaram pra ficar: uma espécie com potencial invasor sem precedentes, ameaçando a biodiversidade brasileira por competir por recurso e espaço com as espécies nativas e por promover alterações físicas profundas nos habitats, além de serem destruidores da agricultura e pecuária, hospedeiros e vetores de zoonoses e de doenças de importância econômica, o que só agrava sua insustentabilidade socioambiental quando fora de controle”, escrevem os autores. Clique aqui para ler na íntegra.

3) O CONAMA não acabou, por Guilherme José Purvin de Figueiredo

O revogaço de comitês e comissões em abril pelo governo federal fez muitos acreditarem que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estivesse sido extinto junto. Como explicou Guilherme José Purvin de Figueiredo, decretos não podem extinguir leis e o CONAMA foi criado por lei de 1981, logo, não entrou na lista de comitês e conselhos extintos. Leia a coluna na íntegra.

PS: O CONAMA não mudou, mas foi completamente reformulado poucas semanas depois do revogaço.  

4) Não há mal que dure para sempre, por Marc Dourojeanni 

Não se renda ao desespero, pois governos passam. Até os piores passam. Essa é a mensagem principal da coluna de Marc Dourojeanni sobre a área ambiental de Jair Bolsonaro.

“Um dia ou outro os que estão fazendo o que agora fazem vão pagar por isso. O dano aumenta irreparavelmente dia a dia, mas se pode esperar que virão dias melhores, nos que a inteligência tenha proeminência sobre a cobiça cega e a estupidez”, escreve.

5) Sergio Brant, um herói da conservação da natureza, por Maria Tereza Jorge Pádua 

“Ele foi por muitas décadas, para todos nós que fazemos conservação da natureza, o porto seguro, o advogado de nossas preocupações, o incansável lutador.”, escreve Maria Tereza Pádua sobre seu colega e amigo Sergio Brant, que se aposentou em agosto, após décadas de dedicação à conservação. Leia a coluna completa aqui.

6) A que interesses servem os defensores da caça no Brasil?, por Roberto Cabral Borges, Mauricio da Cruz Forlani, Dimas Marques e Paulo Aparecido Pizzi

Quatro pesquisadores respondem ao artigo “O que fazer com a caça no Brasil?”, publicado no último dia 15 de julho em o((eco)): “Deveria começar na discussão da necessidade ou não da caça e não no pressuposto de sua existência”, afirmam os colunistas.

7) Obscurantismo no Ministério do Meio Ambiente ameaça o ICMBio e a biodiversidade brasileira, por Bráulio Dias

Com que propósito o governo quer destruir a capacidade do ICMBio de proteger a biodiversidade brasileira? Os motivos são ideológicos e fruto de uma visão distorcida, afirma Bráulio Dias em sua coluna.

“Em todos os países, inclusive nas ditaduras, a gestão da biodiversidade é exercida por profissionais da área ambiental e não por amadores e interventores”. Leia na íntegra.

8) Qual é, senhor ministro?, por Maria Tereza Jorge Pádua

“O fato é que teria sido melhor não ter ministério do Meio Ambiente a ter um ministério com um ministro como ele”, escreve Maria Tereza sobre Ricardo Salles em fevereiro. O governo eleito havia prometido acabar com o Ministério do Meio Ambiente, mas depois voltou atrás, colocando no cargo alguém capaz de corroer a estrutura da política ambiental brasileira ao mesmo tempo que mantém o órgão “para inglês ver”.

“Um ministro como esse não tão só faz e fará muito mal ao ambiente nacional, mas é uma fonte de vergonha internacional para o Brasil que, justamente, lutou por décadas para ser reconhecido como um país sério na defensa do seu patrimônio natural. Ele já erodiu muito a nossa justa fama”, sentencia a colunista.

9) O paradoxo de Darwin e os menores vertebrados dos oceanos, por Gualter Pedrini. 

 “Muitos demoram a aprender que a beleza do mar também está nos pequenos detalhes. Mesmo em ambientes inóspitos cada fresta, metro quadrado de areia esconde uma gama de pequenos seres que constroem redes de interações e ali passam todo o seu ciclo de vida”, escreve Pedrini sobre os criptobênticos, pequenos peixes que podem pesar apenas 0,1 grama quando adultos.

“Raramente são maiores que um dedo mindinho e quase sempre são camuflados ou muito ágeis em se esconder em qualquer fenda se ameaçados. Por conta dessas características, esses peixes passam despercebidos na maioria dos censos de biodiversidade marinha, o que se reflete em um número reduzido de estudos abordando esses animais”, escreve o colunista.

10) Fake Sciences e manipulação tentam encobrir as queimadas na Amazônia, por Lucas Ferrante

O biólogo Lucas Ferrante desvenda em sua coluna as estratégias e os equívocos de quem usa dados (confiáveis e verdadeiros) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para “demonstrar” que as queimadas na Amazônia estão dentro da média. Spoiler: elas não estão dentro da média. O aumento é real. Leia a coluna completa aqui.

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