A que interesses servem os defensores da caça no Brasil?
Roberto Cabral Borges, Mauricio da Cruz Forlani, Dimas Marques e Paulo Aparecido Pizzi
Roberto Borges é mestre em Ecologia. Mauricio da Cruz Forlani, mestre em Zoologia, gerente de Pesquisa da Proteção Animal Mundial. Dimas Marques é jornalista e pesquisador do Diversitas-FFLCH-USP. Paulo Aparecido Pizzi é biólogo, presidente do Mater Natura.

A que interesses servem os defensores da caça no Brasil?

Roberto Cabral Borges*, Mauricio da Cruz Forlani**, Dimas Marques*** e Paulo Aparecido Pizzi****
domingo, 4 agosto 2019 10:38
Foto: Pixabay.

O artigo intitulado “O que fazer com a caça no Brasil?”, de autoria de Chiara Bragagnolo, João Campos e Silva e Felipe Vieira e publicado por O Eco em 15 de julho de 2019, aparentemente se propõe a evitar uma polarização em relação ao tema e a abordá-lo de forma estritamente técnica. Todavia, uma leitura mais criteriosa permite identificar imprecisões legais e parcialidade favorável à caça sem apresentar as questões técnicas e de criminologia contrárias à atividade.

A parcialidade e o direcionamento favoráveis à caça estão claros na íntegra do texto, mas, particularmente, quando afirmam estar “partindo do pressuposto que o manejo de fauna silvestre deve ser rigorosamente baseado em dados científicos…”. Um pretenso artigo imparcial sobre o tema não pode iniciar nesse pressuposto. Deveria começar na discussão da necessidade ou não da caça e não no pressuposto de sua existência. Pressuposto é premissa, é algo que não mais se discute.

Assim, o pressuposto do qual se inicia a discussão é tendencioso ao considerar que o manejo deve existir e, por manejo, na visão dos autores, entenda-se caça. Utilizar eufemismos é sempre mais palatável do que as palavras e conceitos que realmente expressam o ato. Assim, “manejo” parece menos cruel e mais científico que “caça”.

Segundo argumentam os autores, um dos fatores que levam pessoas à prática da caça furtiva é a falta de conhecimento sobre as normas que regulamentam a atividade. Eles consideram essa possibilidade como uma das principais causas que levariam indivíduos a violar a lei em regiões remotas. Todavia, no sertão nordestino ou nas áreas ermas da Amazônia se observa que os indivíduos sabem tratar-se de atividade ilegal, embora muitas vezes tolerada pelas autoridades e sem efetiva reprovação social.

Em uma corruptela do que determina a lei, é comum que os representantes dos órgãos de fiscalização ouçam o equivocado posicionamento: “para comer pode.” Nas situações de abordagem pelo Ibama, por exemplo, infratores sabem que serão responsabilizados e que a expressão “para comer pode” se refere mais a uma justificativa, uma explicação, do que a um direito.

Polêmica: existe o preceito legal de caça de subsistência no Brasil?

Os autores, então, se equivocam ao tratar a caça de subsistência como pacificamente prevista na legislação nacional. O termo não existe na legislação ambiental federal, seja na Lei nº 5.197/67 (Código de Fauna) ou na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). Ao se analisar esses dispositivos legais, observa-se que as seguintes modalidades de caça existem como possíveis no Brasil: a caça amadorista ou “esportiva” (artigo 6º da Lei nº 5.197/67), a caça de controle (artigo 37 da Lei nº 9.605/98), a caça científica (artigo 14 da Lei nº 5.197/67) e a caça em estado de necessidade (artigo 37 da Lei nº 9.605/98).

A caça profissional, entendida pelo comércio do animal ou parte dele após caçado, é expressamente proibida (artigo 2º da Lei nº 5.197/67). Não importa também que se utilize novamente o eufemismo de manejo se, após a morte do animal, ele é comercializado: o ato continua sendo de caça profissional.

Segundo o artigo 37 da Lei nº 9.605/98, não é crime o abate de animal quando realizado:

I – em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família;

II – para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente;

III – (VETADO)

IV – por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente.

Importante, destacar que a definição de necessidade é apresentada no artigo 24 do novo Código Penal Brasileiro: “Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.”

Observa-se que no artigo 37 da Lei nº 9.605/98, o inciso I determina que um dos excludentes de ilicitude seria o abate do animal para saciar a fome do agente ou de sua família. Todavia, ele condiciona o fato ao estado de necessidade. Na verdade, estado de necessidade é uma condição com definição jurídica e não pode ser banalizada para atender àqueles que simplesmente desejam comer carne de caça.

E, para essas pessoas em estado de necessidade, a ação deve ser estatal com o objetivo da não permanência delas nas condições precárias que tornaram imperativa a busca do alimento no ambiente natural como solução de seus problemas.

Portanto, a expressão caça de subsistência não existe na legislação ambiental. O termo subsistência apenas aparece na Lei nº 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento) referindo-se ao porte de arma. É importante também se atentar que o dispositivo do Estatuto do Desarmamento que trata do tema e fala do caçador de subsistência também submete à comprovação de efetiva necessidade.

A questão da caça relacionada a tradições culinárias e culturais é real. Mas essa situação pode e deve ser vencida com educação ambiental e ações de fiscalização do Estado. O padrão de tradições culinárias é tão forte que se pode usar a expressão “caça de iguaria”. Ou seja, não existe a necessidade. A pessoa caça para degustar a carne de paca, tatu, veado ou outro animal silvestre, embora tenha acesso a açougue ou, na zona rural, possua criação própria de porcos, galinhas e outros animais.

“A caça como atividade de lazer não deve ser negligenciada e também não deve ser incentivada.”

A caça como atividade de lazer não deve ser negligenciada e também não deve ser incentivada. No Brasil, a caça amadora, prevista na Lei nº 5.197/67 foi regulamentada no Rio Grande do Sul por um breve período. Todavia, foi proibida em 2008 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região ao julgar recurso interposto pela organização não-governamental União Pela Vida e pelo Ministério Público Federal (MPF). Considerou-se que a caça amadorista não tem finalidade social relevante que a legitime. A Procuradoria da República citou também um estudo realizado pelo Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que concluiu pela nocividade da caça amadora ao meio ambiente. Além disso, a caça seria uma prática cruel expressamente proibida pela Constituição Federal e pela Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Assim, ressalta-se a questão relativa aos maus tratos que, após a Constituição Federal de 1988, ficaram expressamente vedadas as práticas que submetam os animais à crueldade. Nesse sentido, embora a caça amadorista ainda se mantenha prevista na Lei nº 5.197/67, ela submete os animais a crueldade apenas sob o pretexto de divertimento humano. A atividade fere, portanto, o disposto na Constituição, como bem sentenciou o Tribunal Regional Federal.

A falsa dicotomia da caça como ação para conservação de espécies

Não obstante a existência, portanto, de restrição legal à caça amadorista no Brasil, sua pretensa adoção ainda carece de justificativa técnica e ética. No aspecto técnico, os caçadores alardeiam que são conservacionistas no sentido de que a eles interessa a manutenção das espécies cinegéticas. Diversos países africanos, seja pela megafauna, seja pela legislação permissiva em relação à caça amadora, são citados como exemplos da manutenção da biodiversidade, apesar da, ou em decorrência da, atividade de caça amadora. Esquecem-se, porém, de considerar que apesar da atividade de caça regulamentada, a caça furtiva ainda é o grande delito ambiental em cada um desses países. Além da caça furtiva, que é totalmente ilegal, ainda existe aquela aparentemente legal, mas que foge às condições definidas pelas instituições reguladoras – o caso do leão Cecil é um expoente exemplo.

O dentista Walter Palmer posa junto a um leão abatido em outra caçada. Ele é acusado de ter pago 50 mil dólares para abater o leão Cecil. Foto: Facebook.

Outra questão usualmente acobertada nas discussões é a “caça enlatada”, em que as fazendas de caça compram espécimes oriundos de cativeiro (zoológicos ou criadouros) para as atividades de caça contratadas pelos caçadores. Aprofundando-se nessas questões, se observa que, ao invés da conservação das populações naturais, o que ocorre é uma produção em confinamento com posterior soltura em uma área para o abate. As propriedades que comercializam os pacotes de caça usualmente não são vastas o suficiente para a manutenção saudável das populações. Assim, o que ocorre é uma área aparentemente natural, mas não a alegada conservação.

Outra questão relevante na atividade de caça amadora se refere ao objetivo da empreitada. Ela não se resume ao divertimento. O troféu é, algumas vezes, o mais importante. Isto se traduz nas fotos após o abate e nos gastos em taxidermia, além de uma intrincada pontuação que privilegia os maiores e mais imponentes espécimes.

Sob o aspecto técnico-biológico, os caçadores amadores exercem pressão exatamente oposta à seleção natural. Embora se vangloriem como predadores, os caçadores agem de forma oposta. Os predadores predam os indivíduos jovens, idosos, enfermos ou menos aptos. Já os caçadores privilegiam os mais aptos, maiores, vistosos e fortes. Portanto, o caçador amador atua de forma deletéria e negativa no pool gênico de uma população.

Aliado a isso, fica muito vaga no texto publicado em O Eco a afirmação sobre existir uma relação benéfica da caça esportiva para a avaliação da dinâmica populacional de espécies – aqui vale ressaltar que estudos de dinâmica populacional exigem amostragens sistêmicas, contagem de indivíduos e análises espaciais. Tais dados não são expressos nem apresentados pelos autores. Hoje já existem ferramentas de fácil acesso – ciência cidadã – que permitem o registro de dezenas de animais da fauna brasileira sem a menor necessidade de caça. Se fôssemos relacionar uma atividade de lazer a bons dados de conservação, poderíamos citar o birdwatching, ou, em português, “observação de aves” que apresenta dados consistentes em escala nacional no Wikiaves.

Outra importante questão se refere às características da biodiversidade brasileira, que é formada por inúmeras espécies, mas com poucos espécimes nas populações quando comparada ao que ocorre em países temperados e mesmo na África. Ou seja, o abate de espécimes de espécies silvestres nativas no Brasil possui maior impacto que o realizado em regiões temperadas ou mesmo nas savanas africanas.

“Também se deve estabelecer campanhas educativas de forma a informar à população sobre os problemas relacionados à floresta vazia e à importância do controle social.”

A questão ética, usualmente desprezada pelos caçadores e mesmo por eles ridicularizada, é uma faceta importante a ser abordada. Deve-se considerar a relevância de matar um animal por prazer quando o interesse deste animal é continuar vivo. A consideração de interesses é proposta por Peter Singer no livro Libertação Animal, dentre outros. Nele, se confronta os interesses de forma a verificar quais seriam os mais relevantes. Analisando-se dessa forma, ao caçador interessa seu divertimento e o prêmio do troféu, enquanto ao animal interessa permanecer vivo. Óbvio que o interesse do caçador é fútil quando comparado ao do animal que é a manutenção de sua vida.

Peter Singer advoga que, caso optemos pelo interesse mais fútil, seremos especistas. Então, sob o aspecto ético, inexiste justificativa para a caça. Caçadores, muitas vezes, ridicularizam os opositores da caça argumentando que suas razões são emocionais. Se esquecem, porém, que o seu interesse pela caça é também emocional.

Ante ao exposto, fica evidente que, no Brasil, não existe base legal para a caça de subsistência aventada pelos autores e, portanto, em resposta ao artigo, não é “necessário esclarecer e simplificar o procedimento que regulamenta a caça de subsistência estabelecendo critérios claros e unívocos (tamanho mínimo das espécies, cotas sustentáveis etc.) para limitar a defaunação em áreas já em risco de sobreexploração.” Na verdade, é necessária uma alteração comportamental da sociedade e do poder público de forma a não olvidar da proteção à fauna e nem transferir a ela uma responsabilidade social.

Também se deve estabelecer campanhas educativas de forma a informar à população sobre os problemas relacionados à floresta vazia e à importância do controle social. É importante salientar que em pesquisas do Ibama/PNUD, em 2003, e do WWF/Ibope, em 2019, a maioria da população brasileira (mais de 90%) mostrou-se contrária à atividade de caça.

A proposta de que a caça de subsistência na Amazônia pode favorecer o monitoramento e vigilância do território desconsidera que atualmente este monitoramento é executado via satélite com tecnologia suficiente para detectar alterações da cobertura florestal. Então, a proposta é intempestiva e inócua.

Desta forma, antes de se pensar em explorar a biodiversidade com a prática da caça, que sempre vai gerar perdas, deveríamos estar nos concentrando em ampliar as atividades positivas de turismo, que já demonstram seu enorme retorno econômico e conservacionista. Por exemplo, hoje se sabe que uma onça-pintada viva no Pantanal pode gerar renda por muitos anos através da observação de um mesmo animal vivo. Já a caça de uma onça-pintada vai parar de gerar renda no momento em que for abatida.

As carcaças de jacarés e as armas apreendidas no Pantanal. Foto: Divulgação PMA-MS/Arquivo.

No que se refere à caça de controle, ela é prevista na legislação nacional e, se não efetivamente administrada, pode servir como incentivo e não controle à dispersão de espécies exóticas. No Brasil, a única caça de controle autorizada é a caça ao javali e ao javaporco (resultante do cruzamento do javali com o porco doméstico). Os animais invasores podem provocar prejuízo à agroeconomia e ao meio ambiente. Ao proprietário rural que cultiva milho interessa a eliminação do javali de sua propriedade e região. Mas, ao caçador de javali interessa a eliminação do animal de sua região? Será que interessa a ele acabar com sua “diversão”?

Assim, no controle de espécies invasoras, não apenas o comportamento da espécie em questão interessa. É necessário se aprofundar em psicologia e comportamento social de forma a não adotar medidas de gestão cujo dano colateral possa ser maior que aquele que se objetivava controlar.

Criadouros comerciais minimizam o tráfico de animais silvestres?

Os autores também argumentam que o incentivo à criação em cativeiro para algumas espécies pode contribuir para reduzir a demanda por aves capturadas ilegalmente. A proposta, porém, não é compatível com os dados atuais.

As espécies mais criadas desde 1972 por criadores amadoristas de Passeriformes coincidem com aquelas mais traficadas. Outro bom exemplo é o papagaio-verdadeiro que só no estado de São Paulo representa a espécie com maior número de criadores comerciais e ainda assim é a quinta espécie mais traficada. Inúmeras ilegalidades na criação resultaram na recomendação do Ministério Público de que em 2002 o Ibama assumisse a distribuição das anilhas que constituem o sistema de marcação para, dessa forma, assegurar o nascimento do animal em cativeiro. Inúmeras irregularidades como fraudes e falsificação de anilhas têm forçado a uma constante atualização de marcação visando evitar o “esquentamento” dos animais capturados na natureza.

Tensen (2016), em seu artigo “Under what circumstances can wildlife farming benefit species conservation?”, apresenta alguns critérios que devem ser atendidos para que a criação comercial realmente seja competitiva ao invés de incentivar o tráfico ou a caça de animais silvestres: [1] que o produto regular substitua a forma silvestre; [2] que a existência do produto regular não incremente a demanda; [3] que o produto regular possua um custo-benefício eficiente; [4] que não exista a captura na natureza; [5] que não exista a “lavagem” de animais.

“Enquanto um papagaio do tráfico em São Paulo é comercializado entre R$ 350 a R$ 650, um espécime registrado é comercializado por cerca de R$ 3.500.”

Nenhum desses critérios está presente nas atividades de criação comercial brasileira. As espécies silvestres, muitas vezes, são privilegiadas às oriundas de criadouros regularizados. Vários criadores de Passeriformes, por exemplo, argumentam que trinca-ferro mateiro (que veio do mato) é quem ganha torneio.

A existência do produto legalizado também aumenta a demanda do ilegal. Um traficante de macaco-prego de São Paulo informou que sua demanda aumentou muito após a divulgação do macaco mantido pelo cantor Latino, como animal de estimação. Enquanto um papagaio do tráfico em São Paulo é comercializado entre R$ 350 a R$ 650, um espécime registrado é comercializado por cerca de R$ 3.500. Assim, não existe eficiência competitiva entre espécime oriundo do criadouro com o do tráfico. A captura de animais na natureza ainda ocorre e existem diversas situações documentadas de esquentamento de animais com vendas de notas fiscais, microchips e outros documentos de registro. Alia-se a esta questão o fato da baixa taxa reprodutiva de algumas espécies ou a dificuldade de sua reprodução em cativeiro. Mediante os problemas aventados, a melhor proposta poderia se direcionar em reduzir (por meio de educação ambiental e campanhas) e não suprir e incrementar a demanda.

O fumo em ambientes públicos, no transporte coletivo e mesmo em salas de aula era uma cultura não apenas tolerada, mas já foi inclusive incentivada. Campanhas e mudança de conduta da sociedade alteraram o comportamento coletivo. Da mesma forma, o uso do cinto de segurança também foi inserido e hoje se tornou o comportamento padrão. Mudanças sociais não são apenas possíveis, mas desejadas quando a meta é o abandono de comportamento indesejado ou reprovado eticamente. No artigo dos citados autores, de forma recorrente, relatam que a situação é complexa e compartilhamos desta percepção.

Ofensiva parlamentar em favor da caça e a reação da sociedade

Ao mesmo tempo, é importante considerar o apoio da população brasileira ao Princípio da Dignidade Animal expresso na Constituição Federal de 1988 que veda a crueldade contra os animais. Essa percepção foi mensurada na pesquisa do Ibama em 2003 que chegou ao índice de 91% da população contrários à caça e na pesquisa do WWF em 2019 que demonstrou que 93% da população brasileira é contra a caça.

De tal forma, considerando o determinado na legislação ambiental, as questões éticas expostas, que a contribuição da caça para a conservação é uma falácia e a posição da população brasileira, somos assertivos em afirmar que a caça deve se manter proibida no país.

Caçador carrega uma onça-pintada nas costas. Foto: Denúncia/MPF/AC.

Considerando esse cenário, então perguntamos, qual o interesse, ou melhor, a que interesses servem os parlamentares que apresentaram seis projetos de lei na Câmara e no Senado para flexibilizar a legislação brasileira e permitir a caça amadora e profissional, conforme abaixo exposto?

    • PL 986/2015, 1.019/2019 e 3.615/2019: sendo os dois primeiros, respectivamente, dos deputados federais Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC) e Alexandre Leite (DEM-SP), e o último do senador Marcos Rogério (DEM/RO). Todos eles pretendem criar o Estatuto dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) abordando o armamento utilizado por essas categorias, além de considerar como legalizada a caça esportiva no Brasil.
    • PL 6.268/2016 (PL da Caça): do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC) e que pretende legalizar as caças profissional e esportiva.
    • PLP 436/2014: do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), que tenta passar para os Estados o fornecimento de autorizações de caça.
    • PL 7.136/2010: do deputado federal licenciado e atual chefe da Casa Civil do Governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que propõe passar para os municípios a emissão de licenças de caça.

Em resposta a essas propostas, a sociedade que é majoritariamente contra a caça reagiu e “disse não à liberação da caça no Brasil” em um abaixo assinado na plataforma Change que, em apenas três meses já acumula mais de 850 mil adesões. Reaja você também: assine e compartilhe o abaixo assinado em: http://chng.it/srws62mY.

 

* Roberto Cabral Borges, biólogo, mestre em Ecologia.

** Mauricio da Cruz Forlani, mestre em Zoologia, gerente de Pesquisa da Proteção Animal Mundial.

*** Dimas Marques, jornalista, mestre em Ciências, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Ética e Direitos dos Animais do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Diversitas-FFLCH-USP) e coordenador técnico do PROFAUNA – Proteção à Fauna e Monitoramento Ambiental.

**** Paulo Aparecido Pizzi, biólogo, presidente do Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais.

 

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55 comentários em “A que interesses servem os defensores da caça no Brasil?”

  1. Excelente revisão, mas ante a complexidade do tema, autores deveriam explorar mais o tópico sobre a caça de controle de espécies exóticas e invasoras e explorar com mais detalhamento outros aspectos como o patrimônio cultural e a gestão de estoques cinegeticos que deveriam ser analisados nas esferas públicas e privadas.
    Penso que um recurso a ser investigado é a possibilidade da fauna cinegetica ser "patrimonializada" para os devidos ressarcimentos e indenizações ppmente em relação a UCs e hotéis fazendas por exemplo que investem em cadeias produtivas com base na observação de fauna ou mesmo por enriquecimento de paisagem, entre outros.
    A outra questão é o potencial de dizimar espécies,que torna o uso da caça para controle de populações indesejadas ou descontroladas mais acessíveis.
    A possibilidade da extinção cultural da caça não me parece possível na prática e o argumento passa exatamente pela questão da subsistência, assim como os serviços e os sistêmicos diretos e indiretos que a existência da fauna podem propiciar e que podem ser valorados,destacando que a caça seletiva agrava a fragmentação de habitats e que sua melhor compreensão como ferramenta de manejo pode contribuir a gestão de ambientes naturais ou naturalizados.
    A caça deve também ser melhor compreendida também em seus aspectos culturais e econômicos.

    • Caça tem que ser usada apenas para o sobrevivência, eliminação de espécies invasoras (com planos de manejos adequados) ou no contexto de uma comunidade tradicional. Fora isso não há que se discutir. Tanta coisa mais importante pra resolver no país e deputados e senadores querendo liberar a caça de forma "esportiva" para os clubinhos de claçadores. Ja tem tanto louco no mundo, não precisamos de mais disso.

    • Realmente a caça para controle de espécies exóticas hoje é um tema em alta no Brasil e outros paises. Existem diversas técnicas a serem implementadas com o objetivo único de controle populacional, mas o que está se aplicando no Brasil infelizmente é a plicação mais simples de controle- passar para o cidadão comum essa tarefa, sem planejanto e ainda de forma esportiva. Infelizmente os javalis precisam ser contidos, mas o foco deste manejo no Brasil está seguindo diversos erros cometidos em outros paises.
      Sem dúvida o real conhecimento das populações cinergéticas da fauna brasileira é uma demanda cada vez mais urgente. Iniciativas que tem em suas atividades a conservação e perpetuação da fauna deveriam ser incentivadas.

  2. Texto que não vale a leitura… totalmente ideológico.. vão aprender sobre conservação na Europa, Estados Unidos, África do Sul, Canadá, Alasca e grande parte do mundo… pq esse texto mostra como alguns estão totalmente errados, caça como cultura e tradição, ferramenta essencial para conservação da fauna…

  3. Não sou biólogo ou especialista em fauna, mas como humilde observador do tema e eventual leitor do ECO , não parece controverso que a fauna silvestre no Brasil está sempre em risco, enquanto a fauna da América do Norte ou mesmo na Africa do Sul , Namibia ou Tanzania , nos quais existem a presença da regulamentação da Caça Esportiva e um valor econômico intrínseco na atividade da mesma, as espécies se multiplicam e os riscos as espécies são infinitamente menores ? Será que a existência de um preconceito contra Caça Legal não tem atrapalhado um entendimento técnico do uso dessa ferramenta como multiplicador de fauna ao invés de exterminador da mesma ?
    Será que não devemos aprender com os países onde as coisas funcionam ao invés de seguir um caminho inverso ?
    Talvez no dia que fauna for um ativo financeiro importante , ela deixe de correr riscos .

    • Carlos e Paulo. Novamente, lança-se mão do argumento vago de matéria "ideológica", a palavra mágica atualmente utilizada para se apor a uma tese com que não se concorda. É preferível tachar o tema, as pessoas, com a famosa "ideologia", do que participar do debate, contestar o tema/tese com a qual não se concorda.

  4. Texto ridículo. Engraçado os autores cobrarem isenção ideológica e o fazerem exatamente ao contrário…. mais engraçado ainda, é que os dados onde existe caça regulamentada desmentem todas "pesquisas", "dados", etc…As supostas "pesquisas" são feitas por grupos ecoterroristas… Tá, sei, são pesquisas e dados legítimos. Fica a dúvida.

  5. Matéria ideológica, tendenciosa, ridícula. Ignora todos os bons exemplos mundiais onde a caça regulamentada existe e contribui para proteger e incrementar a população de espécies cinegética e ameaçadas. Lamentável ignorar fatos reais usando falsos argumentos para sustentar uma tese que cientificamente e na prática vem demonstrando ser exatamente o oposto.

  6. Não teria nem um problema liberar a caça.o desmatamento que é um caso preocupante esta só aumentando. Deveria liberar mais um certo período só ano.

    • Silvonei, "não teria nenhum problema liberar a caça"???!!! Não tem sentido sua proposta. Não é porque um crime ambiental está em curso (desmatamento ilegal e/ou caça furtiva) e em franca expansão, que as autoridades devem "fechar os olhos" (o que na prática está acontecendo hoje), ao invés de intensificar a fiscalização e aplicação de penas mais duras para os infratores.

  7. ParaNão exagere, e não utilize das conquistas conservacionistas em países, legislação, fiscalização, necessidades básicas sociais atendidas, direitos, parques, turismo acentuado, pesca, não confunda ganhos e eficácia de diversas entidades, grupos, financiamento, filantropia, turismo com a caça pegando carona e parasitando em conservação. Seja África, América do Norte ou Europa. Seu comm é manipulativo e desonesto. Esse mantra já é refutado pelo mundo. De corrupção a no Max 10% de ajuda financeira em relação ao que vcs vociferam incansavelmente, as especies alvo de caca estao em declinio, tirando cervideos e patos, que seja, declinio. Repito, declinio. Oq esta segurando é fiscalização e outros. E caca "regulamentada" esportista se aproveita disto. Um erro da redação, nada mais. Leia: https://returntonow.net/2019/03/13/the-usda-admit…. https://news.mongabay.com/2018/08/a-perfect-polic…. https://africageographic.com/blog/trophy-hunting-…. https://www.theguardian.com/environment/2019/mar/…. https://greenworldwarriors.com/2019/03/25/america…. https://mobile.abc.net.au/news/2018-09-24/man-poi…. https://www.theguardian.com/environment/2019/mar/…. https://mountainjournal.org/predators-and-chronic…. https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=17901…. https://www.facebook.com/2027553750830381/posts/2…. https://www.census.gov/library/publications/2018/…. https://conservationaction.co.za/resources/report…. https://conservationaction.co.za/media-articles/l…. https://www.researchgate.net/publication/26424784…. https://www.facebook.com/2027553750830381/posts/2…. https://www.nytimes.com/2016/06/14/us/politics/tr…. https://www.independent.co.uk/environment/trophy-…. https://www.facebook.com/330716333044/posts/10156…. https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=22543…. https://www.facebook.com/2027553750830381/posts/2…. https://cdfgnews.wordpress.com/2018/03/14/lassen-….

  8. Ao meu meu ver cada um vida de sua propriedade do jeito que ele quiser, ele comprou e pagou, e não e dono, ta na hora de nos dá cidade cuida do nosso, e não fica enchendo o saco dos proprietários das propriedades, se querem tanto protege porque não compram terras e cercam E cuidem vcs de dos animais aí são suas e pagam os impostos que serve muitas vezes para pagar o salário de muitos que enchem o saco, querem cuidar de os animais eu TB, mas parecem que não vem que os exóticos tão acabando com tudo, e pesquisa kkkkk nunca vimos falar, vai fazer pesquisa com o pessoal que reside no interior estes são os donos das terras ou não.

    • Jucimar, os animais não são de propriedade dos donos das terras, eles são tutelados pelo Estado, por ser um patrimônio da nação. Cabe ao Estado e, segunda a nossa Constituição, não somente ao Estado, mas também a todos os brasileiros, o dever de cuidar e preservar o meio ambiente (flora e fauna) nacional. Não estamos aqui discutindo a fauna exótica, a caça de javalis e javaporcos, mas sim debatendo a manutenção da proibição da caça aos animais silvestres brasileiros.

    • Direto no ponto, Paulo. A flexibilização da legislação do porte e posse de armas, e a legalização da caça amadora, interessa diretamente à industria de armas e munições, que só teria a lucrar com o novo mercado.

      • Reclama que as pessoas estão acusando de texto ideológico, mas faz um comentário totalmente ideológico. Esse é um típico cidadão que demoniza a palavra lucro, como todo ignorante em economia e mistura a questão da caça com desarmamento. Típico partidário do "mais livros, menos armas".

  9. Texto grotesco. Os autores usam de retórica distorcendo completamente o conteúdo do outro artigo.
    Texto que não vale a leitura, totalmente ideológico e desprovido de embasamento na literatura. Uma lástima.

  10. Texto superficial, ridículo mesmo. Estamos a anos-luz de alguma cultura sobre caça amadora esportiva regulamentada. Os autores nada sabem, percebe-se muito bem lendo a matéria. Os próprios termos que utilizam já demostram sua enorme ignorancia do assunto.

    Que publicações americanas e europeias leem regularmente? Já leram o filósofo Ortega Y Gasset? "Meditations on Hunting", "Ethics on Hunting", "La Caza y los Toros". Algum de vocês já ouviu falar disto?

    Sabem que a caça amadora esportiva regulamentada é permitida e estimulada em todos, sem exceção, países de primeiro mundo? Podemos contar nos dedos os países onde a atividade é proibida, e vamos ver que não estamos em boa companhia: Sri-Lanka, Índia, Bangladesh, Coréia do Norte, Butão, Cuba, Venezuela…

    Muitas afirmações no artigo são totalmente erradas. Levaria muito tempo para enumerá-las todas. Mas dados, conceitos, afirmações, frases inteiras, são falsas. Um desastre.

    • Cara discordo. Veja o declínio de diversas populações de animais pelo simples fatos das atividades humanas se intesificarem. A caça é uma delas (pelo menos quando ainda não era regulamentada e ainda é de forma clandestina). Na boa qual a real necessidade de realizar a caça? Fora o contexto de controle de espécies invasoras, populações tradicionais e sobrevivência, não há necssidade disso. Pobre não usa desse "turismo" muito menos a classe média trabalhadora. Só pra rico que tem dinheiro. Pra que que a gente vai ficar dando mais direitos pra essa "classe" a maioria do povo continua na merda. Os deputados e senadores tem que se preocupar com muita coisa, antes de discutir sobre esse assunto.

        • Cabei de expor vários argumentos. E os seus? Lógico que é opinião cara, para isso que serve essa parte de comentários. Mas pelo jeito vc não tem né. Só mais um replicando opiniões sem embasamento técnico.

  11. Paulo Silvério, lá vem de novo a utilização da muleta "ideológico". Se a pessoa não concorda, se não tem argumentos técnicos para contrapor em um debate, então vamos tachar de ideológico. Afinal, tá na moda. Por favor, nos repasse, com argumentos técnicos, o que a coluna distorceu em relação ao outro artigo? Parece que você seguiu seu próprio conselho e não leu o artigo, senão teria encontrado nele o embasamento na legislação pátria textualmente citada.

  12. Exelente.. É importante frizar que o brasil nao é um quintal e sua diversidade e disposiçao a fauna tem de ser tratada de forma regional e nao geral..
    Tambem é importante dizer que venenos agricolas sao de longe os maiores responsaveis pela aniquilaçao sistematica da fauna silvestre. E pouco se fala sobre isso ou até se negligencia e deliberam a culpa sobre um individou denominado caçador que em uma vida inteira pode abater menos animais doque um quilometro de estrada uma micro queimada ou um litro de veneno.
    Mas e bonito defender que se aniquile a fauna com veneno ja que o interesse por tras disso nao é futil e sim é o lucro.

  13. Esse debate está mal colocado. Temos de tratar o tema (caça esportiva??!!) do ponto-de-vista ÉTICO. Eis a pergunta: é ético impedir um ser vivo de continuar existindo apenas para realizar um mórbido prazer pessoal?

  14. Mais: o Estado brasileiro já tem um monte de obrigações (Saúde, Educação, Segurança etc.) que ele não contempla por falta de dinheiro. Faz sentido investir na fiscalização e controle de uma atividade execrável que só dá prazer pra uma meia dúzia de caras que cultuam a violência contra animais indefesos? E nem me venham com essa conversinha de que "matar animais silvestres ajuda a conservar animais silvestres". Isso é uma falácia lógica e que a realidade mostra ser também uma enorme mentira. E temos acima os defensores da caça, alguns até cientistas e pesquisadores da fauna silvestre. Sujeitos que vêem uma onça só como um alvo pra acertar um tiro, eu até entendo, mas cientistas e pesquisadores que devem sua vida aos animais silvestres??!! Pelamordedeus!

  15. E Carlos Magalhães cita Ortega y Gasset, filósofo do século XIX, que pensou um mundo completamente diferente desse em que nós vivemos. Sugiro que ele leia "Libertação Animal", de Peter Singer, para se atualizar. O próprio nome diz: "Libertem os animais". Ele é que diz que é um absurdo impedir um animal de exercer o mais básico direito de um ser vivo: continuar existindo. Existe uma girafa na África. Um americano do Ohio gasta um monte de dinheiro para viajar até a África e matar essa girafa, por prazer. Até aí, ok, essa "doença comportamental" é dele. Perdemos uma girafa por causa de um imbecil.

  16. Mas o que me incomoda é que ainda tentam me convencer de que esse imbecil, esse violento, esse energúmeno, é um "ambientalista", um "conservacionista". Por favor, não me subestimem. Eu fiz o primário. Eu sei que 2 mais 2 é 4 e que a Terra é redonda. OK?

  17. E o principal aforismo do Ortega y Gasset é: "Eu sou eu e as minhas circunstâncias". Quais eram as circunstâncias desse filósofo espanhol, em 1900, Carlos Magalhães? Havia "aquecimento global"? A população humana na Terra era 7 bilhões de pessoas? Leões, girafas, rinocerontes, ursos, onça, tigres, baleias etc. estavam sob risco de extinção? Sugiro a você refletir melhor sobre filosofia, Meio Ambiente, Ética e Ortega y Gasset. Valeu. Abraços a todos. Libertem os animais.

  18. Então, Paulo, continuando a aula sobre Ética, Direito e Conservação, que eu vejo ser necessária aos favoráveis à liberação da caça esportiva no Brasil, há um princípio do Direito Ambiental importantíssimo e definidor: o Princípio da Precaução. Ele diz que não se deve liberar/realizar uma ação no Meio Ambiente se não houver certeza de que ela dará certo. Ou seja, se se libera a caça e ela provoca a extinção do cervo-do-pantanal, por exemplo, o que vai se fazer? Criar robôs-cervo para pôr no lugar?

  19. Vamos em frente. A estrutura fundiária brasileira é completamente diferente da dos EUA, da Alemanha, da Austrália e outros. Onde e de que maneira será feita a "liberação da caça" no nosso país? Vai haver uma "reserva de caça" de 20 mil hectares, no sul do Tocantins? Ela será completamente cercada com cercas elétricas para evitar que as onças saiam dela? Ou vai haver uma "estação de caça de onças-pintadas no Pantanal", quando os caçadores vão ter quotas para abater? E quem vai fiscalizar se eles estão cumprindo a lei? Vai ter de o Estado mobilizar um aparato policial pra cuidar desse "divertimento" de meia dúzia de 3 ou 4, deixando de agir contra bandidos?

  20. Continuando. E há a MENTIRA de que, uma vez liberada a "caça controlada", a caça ilegal vai, automaticamente, deixar de existir. Que mentira! Os pobres animais silvestres serão duplamente perseguidos: dentro da lei e fora dela. Isso, com certeza absoluta, vai levar nossos animais cinegéticos (que palavrinha horrível!) à extinção rapidamente.

  21. Por fim, dá pra ver que existem muitos argumentos REAIS contrários a essa excrecência (caçar/matar pra se divertir, pra ter um prazer mórbido e fugidio); e NENHUM argumento consistente pra voltar a liberar a caça esportiva, no Brasil. Entre os anos 1950 e 1980, a fauna brasileira quase foi exterminada pelos caçadores. Pescadores do interior de SP, MG, PR, viajavam para pescar no Pantanal e brincavam de tiro-ao-alvo em tudo o que se mexia nas margens dos rios. Resultado: onças-pintadas, cervos, antas, bugios e ariranhas quase desapareceram. Foi graças à legislação protetiva (que criminalizou a caça) que hoje, subindo o rio Paraguai, é possível avistar uma onça-pintada com seus filhotes. E isso incrementa o ótimo TURISMO DE OBSERVAÇÃO DE FAUNA. Vamos manter essa cultura de proteção aos animais, essa CULTURA DE PAZ. Libertem os animais

  22. Onde está a pesquisa que a população brasileira é contra a caça? Talvez a maioria seja por desinformação e artigos tendenciosos dos anti caça como este, que o são por motivos puramente emocionais e sem fundamento. Acham que deve ser proibido e pronto, sem argumentos racionais. Os projetos de lei não propõem a liberação geral da caça, mas que ela seja regulamentada pela autoridade ambiental competente, em locais determinados e visando poucas espécies que comportem a atividade, como por exemplo, pombos, capivaras, queixadas, paturis, caturritas e algumas outras onde o aumento populacional é notório e daninho, não necessitando nenhum estudo aprofundado para ser constatado. Basta ir as plantações de arroz, milho, sorgo, soja e outras para constatar. A regulamentação da caça é também um forte incentivo econômico à preservação e até o aumento da reserva legal, hoje um pesado ônus para o proprietário rural, que é responsável civil e criminalmente pela área sem ter contraprestação alguma. Nos países onde a caça é regulamentada os animais objeto da caça não correm risco de extinção, justamente porque há interesse econômico na preservação, beneficiando assim muitas outras espécies que não são objeto da atividade. A contrário, onde a caça foi proibida por pressão de ambientalistas de gabinete, os animais estão ameaçados de extinção, como em muitos países da África. Vem novamente com essa história melosa do leão Cecil, cujo animal foi atraído para o local de caça, não sabendo disso o caçador, que o fez segundo as regras do país. A realidade é a seguinte; enquanto as pessoas comerem porcos, frangos e bois, nenhum desses animais estará ameaçado de extinção, e assim também é com os que são objeto da caça. É preciso aceitar a realidade e se render aos fatos, pois ninguém preserva aquilo que não dá lucro. Ambientalista não põe a mão no bolso para preservar nada, eles esperam que os governos, sempre carentes de recursos para educação, saúde, segurança, etc., arquem com os custos sem querer saber de onde sairá o dinheiro. Essa é a realidade para quem tem olhos de ver. Basta copiar o que dá certo no resto do mundo. Copiar o que dá certo não é demérito, é sinal de inteligência.

  23. Completando o comentário acima, ideólogos esquerdistas que ainda infestam os órgãos ambientais, os quais não querem ser chamados de ideólogos por que isso seria falta de argumento, sempre preferiram investir na extinção das espécies com a proibição da atividade. São notórios desarmamentistas e anti caça, mas com o novo governo estão perdendo espaço, daí a gritaria acima.

    • Você está acusando os outros de serem "ideólogos" em relação a caça sendo que vc é da Associação pela Legítima Defesa, que defende caçadores, atiradores e colecionadores. COM QUE DIREITO, COMO VOCÊ OUSA ACHAR QUE SUA OPINIÃO É ISENTA? Você não tem a menor legitimidade para tal.

      • João da Silva, a Associação Brasileira Pela Legítima Defesa defende o direito dos cidadãos de bem possuírem armas para legítima defesa, portanto, OUSO TER O DIREITO de defender até o seu direito de possuir uma, se assim o quiser e se não tiver antecedentes criminais. A esmagadora maioria da população assim decidiu no referendo de 2005. O tiro esportivo, a caça e a coleção são atividades legais e regulamentadas pelo Exército Brasileiro no que dia respeito às armas de fogo, portanto, minha atividade é legal e legítima. Quanto a ter isenção, olhe para seu comentário e me diga se ele é isento. A proibição da caça e a fraca fiscalização não resolveram o problema do meio ambiente aqui. A proibição não funcionou João! Você que se julga o ISENTÃO poderia pesquisar o que acontece no mundo e depois, com ISENÇÃO, concluir onde os animais estão preservados e onde estão ameaçados. Mimimi como deste artigo, não vai salvar espécie alguma. A solução existe, desde que os fatos não deem lugar a cegueira ideológica.

  24. E verdade, José Luiz de Sanctis, seus comentários não são ideológicos. São pura "bobagem panfletária". Eu NÃO quero que você defenda o meu direito de possuir armas. Eu NÃO quero ter o "direito" nojento de matar um animal para me divertir. E mais: tenho (e temos aqui) o direito lúcido e necessário de defender seres indefesos contra essa "sanha" destrutiva de atirar num elefante ou num cervo-do-pantanal só pra ver ele morrer. Enquanto houver um pato selvagem no brejo, perseguido por caras que querem atirar nele por prazer, eu e meus amigos vamos estar aqui para DEFENDER A VIDA. Se você e seus amigos caçadores cultuam as armas e a morte inútil de animais indefesos, saibam que nós cultuamos a VIDA e a PAZ.

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