Salada Verde

Nova presidente da Comissão de Agricultura prioriza PL da regularização fundiária

A deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), ruralista e aliada de Bolsonaro, terá como prioridade aprovar o Projeto de Lei da regularização fundiária, o PL da Grilagem, criticado por ambientalistas

Duda Menegassi ·
11 de março de 2021
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

A Câmara dos Deputados elegeu nesta quinta-feira (11) a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR) para a presidência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. A parlamentar, em sintonia com as prioridades estabelecidas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o ano legislativo de 2021, já deixou claro que uma de suas prioridades será o Projeto de Lei nº 2.633/20, sobre regularização fundiária e “carinhosamente” apelidado de PL da grilagem por ambientalistas, que apontam que a proposta concede anistia aos invasores de terras públicas e estimula a prática criminosa normalmente associada ao desmatamento.

Sleutjes, em seu primeiro mandato como deputada federal, integra a Frente Parlamentar da Agropecuária e vem de uma família de produtores rurais. “Posso assegurar que meio ambiente e agronegócio andam juntos”, afirmou Sleutjes, após ser eleita. De fato, com a presidência da Comissão de Meio Ambiente também nas mãos do PSL e da deputada Carla Zambelli – a ser confirmada na votação desta sexta (12) – ambas as comissões estarão sob comando bolsonarista.

 

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    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação e montanhismo. Escreve para ((o))eco desde 2012. Autora do livr...

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Comentários 1

  1. MARTA METELLO JACOB diz:

    Mais uma prova da ignorância e atraso dos negacionistas do clima. Ao facilitar a destruição de biomas sensíveis e preciosos como a belíssima Mata Atlântica, os boçais ignoram que algum eventual lucro ou vantagem será tragado pelas consequências funestas em termos de mais aquecimento, menos condições para qualquer cultivo, menos água para consumo das populações tão numerosas nesta área do país. Irreversível e profundamente lamentável. Não admira que os jovens e todas as pessoas conscientes estejam sofrendo de uma nova doença: a ansiedade climática. Eu embora com quase 80 anos, me incluo entre os ansiosos climáticos, pois vejo diuturnamente ações que tendem a agravar minha preocupação com os rumos atuais das políticas – ou falta delas – para o ambiente.