A Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC) é uma iniciativa coletiva e apartidária, que desde 2019 vem promovendo diálogos sobre as mudanças climáticas e, nesta semana, de 27 de setembro a 1 de outubro ocorrerá sua terceira edição, totalmente gratuita e, pela primeira vez, online. Serão cinco dias de conversas entre representantes de organizações não governamentais, movimentos sociais, povos indígenas, governo, comunidade científica e os setores público e privado. O evento terá transmissão pelo canal do Instituto Ethos, um dos realizadores, no Youtube. Ao lado do Ethos estão, entre os principais correalizadores, a Fundação Konrad Adenauer (KAS), o Instituto Clima e Sociedade (ICS), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e a Secretaria do Clima de Niterói.
Iniciativa que surgiu quando o Brasil decidiu deixar de sediar a COP 25 (Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas), a CBMC tem, entre suas discussões centrais deste ano a construção de metas mais ambiciosas para a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. Três diferentes painéis serão dedicados ao assunto, como “A NDC brasileira como política pública nos territórios: perspectivas da sociedade civil, povos indígenas, comunidades tradicionais e juventude periférica”, que busca ouvir essas vozes sobre a implementação da NDC como política pública e os desafios brasileiros para uma recuperação econômica verde, justa e inclusiva; “Aumentando a ambição climática brasileira e caminhos para a descarbonização empresarial”, tem o objetivo de discutir a respeito da condução da agenda de descarbonização e cumprimento da NDC brasileira pelos diferentes atores da sociedade, onde serão explorados caminhos possíveis para o enfrentamento à crise climática, respeitando o Acordo de Paris e o constante aumento de ambição climática para a garantia de segurança para as presentes e futuras gerações; e o último painel do evento “Recomendações empresariais para uma NDC brasileira mais ambiciosa”, que fará a demonstração das atividades realizadas dentro do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente do Instituto Ethos com as empresas associadas
Além disso, o evento traz uma variedade de discussões, como a Amazônia, economia indígena, ações governamentais para a crise climática e o papel dos jovens no ativismo ambiental. Assuntos com potencial de trazer diferentes públicos para a discussão e ecoar uma diversidade de vozes.
Lideranças e ativistas indígenas como Alessandra Munduruku, vencedora do Prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos; Dinamam Tuxá, advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a jovem ativista Txai Suruí e Alana Manchineri, militante do movimento de mulheres indígenas e comunicadora na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), estarão em debates como o painel “Protagonismo das vozes locais nas ações climáticas no Brasil”, na discussão sobre “Financiamento climático e economia indígena: lacunas e oportunidades para uma Amazônia Viva”, e ainda na mesa “Vozes da Amazônia pela Ação Climática”.
“Mercados de Carbono e o Artigo 6: um debate sobre a garantia de direitos pela perspectiva indígena” será o tema do painel moderado por Sônia Guajajara, coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e primeira mulher indígena a se candidatar ao Executivo federal, em 2018, como vice-presidente.
O evento é transmitido no canal do Instituto Ethos no YouTube. Para mais informações acesse: www.climabrasil.org.br
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