Questão ambiental foi decisiva para a escolha do novo PGR

Questão ambiental foi decisiva para a escolha do novo PGR

Sabrina Rodrigues
quinta-feira, 5 setembro 2019 23:12
Augusto Aras deverá ser o sucessor de Raquel Dodge como procurador-geral da República pelos próximos dois anos. Foto: Roberto Jayme/TSE.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na tarde de quinta-feira (06) o nome de Augusto Aras como o próximo procurador-geral da República. Aras será o sucessor de Raquel Dodge, que fica no cargo até o dia 17 de setembro. O nome de Aras ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Mais tarde, à noite, Bolsonaro justificou a sua escolha por achar Aras mais alinhado em relação a um conjunto de assuntos, um deles, o meio ambiente. “Tem procurador que não pode ver um bambu sendo cortado que já quer processar todo mundo”, afirmou o presidente.

Em agosto, o presidente havia adiantado que nomearia um novo procurador-geral que não fosse “um xiita ambiental” e que entendesse “minoria como minoria”. 

Nesta quinta-feira (05), na Live, defendeu sua escolha com base nesses pontos. 

“Tudo bem. O cara é radical, quer acabar com a corrupção, mas é um cara que é xiita na questão ambiental. Que eu não vou poder abrir uma estrada que ela será contestada. Que eu não poderei buscar um trabalho melhor para o produtor rural que terá problema. Um radical que é favorável à ideologia de gênero, fim da família, essas patifarias todas que estão aí. Isso eu não vou fazer”, disse.

Subprocurador-geral da República, especializado nas áreas de direito público e direito econômico, Antonio Augusto Brandão de Aras tem 60 anos e é natural de Salvador, Bahia. Começou sua carreira no Ministério Público Federal (MPF) em 1987.

Aras se candidatou em abril à vaga de Dodge e não participou da lista tríplice da PGR, onde os candidatos são votados pelos procuradores. É a primeira vez, em 16 anos, que o nome do novo PGR não sai da lista. 

Embora com o discurso alinhado contra pautas importantes para o governo, como ideologia de gênero e questão ambiental, Aras não tem o apoio de parte dos apoiadores do presidente, que resgataram fotos, vídeos e menções à figuras como Che Guevara, personagem importante na revolução cubana, para criticar a nomeação.  

O nomeado deverá ser sabatinado no Senado e, caso aprovado, tomará posse no dia 17 de setembro. 

 

 

 

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5 comentários em “Questão ambiental foi decisiva para a escolha do novo PGR”

  1. O fato é que o ambientalismo militante perdeu a noção de escala e hoje ignora que o xiitismo ambiental é aquele que enterrou o conceito de desenvolvimento sustentável e o substituiu por subdesenvolvimento politicamente correto onde o homem não é parte da natureza, mas um c a ncer que deve ser controlado senão eliminado.
    A dúvida é se o PGR vai cumprir o esperado.

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