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O talentoso Vandré Fonseca foi cedo demais. Foto: Arquivo Pessoal/Facebook.

“Eu infartei”, disse Vandré Fonseca após uma sequência de mensagens anunciando que ficaria “alguns dias fora” e que deveríamos repassar “a pauta do Cetas” para outro repórter. Achamos que estava brincando. A resposta seguinte sobre os questionamentos em relação ao seu estado passaram a ser respondidos pela esposa. Até o último minuto, Vandré fez questão de ser repórter.

Por 18 dias inteiros as mensagens trocadas eram os boletins diários da evolução do quadro de saúde do Vandré, elaborado por Rob ou pela editora Elaize Farias, da Amazônia Real, que ajudou na manutenção do plano de manter as pessoas informadas. No dia 31, Vandré foi para a UTI e não teve mais contato com o celular. Precisava se preparar para a complicada cirurgia de coração. E assim o fez.

Vandré Fonseca Foto: Arquivo Pessoal/Facebook.

Quase duas semanas após sentir a aguda dor no peito, Vandré foi operado no Prontocord Hospital do Coração, em Manaus. A cirurgia foi um sucesso, mas no pós-operatório ele acabou sofrendo um AVC. No início da tarde deste domingo, Vandré Fonseca teve uma parada cardíaca e se despediu, aos 46 anos de vida, nos deixando morrendo de saudades.

Paulista de nascimento, manauara por opção, Vandré era casado há 15 anos com a veterinária Rob Mesquita. Cursou jornalismo na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo (em 1996) e atuava na profissão há 23 anos, tendo uma vasta experiência em jornalismo científico e ambiental. Em ((o))eco, trabalhou desde 2005, figurando entre nossos principais colaboradores. Só no ano passado, produziu 75 textos sobre os mais diversos assuntos. Sua última reportagem, publicada um dia antes de se internar, foi uma entrevista com o engenheiro Bruno Milanez, sobre barragens de mineração.

Vandré era um excelente repórter, um exímio pauteiro e um bom amigo. A redação de ((o))eco sentirá sua falta todos os dias. Descanse em paz, amigo.

 

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