Navio ainda pode vazar 3 mil toneladas de óleo nas águas das Ilhas Maurício

quinta-feira, 13 agosto 2020 0:15
Derramamento de óleo polui o paradisíaco país insular. Foto: Reprodução/Twitter/ Pravind Jugnauth.

Mais de mil toneladas de óleo vazaram do navio japonês MV Wakashio, que estava vindo ao Brasil, no mar das Ilhas Maurício, no Oceano Índico. No dia 25 de julho, a embarcação da empresa Nagashiki Shipping Company encalhou em um recife de Pointe d’Esny, localizado na costa sudeste das ilhas, com mais de 4 mil toneladas de combustível a bordo. As equipes de intervenção estão trabalhando para evitar a piora da situação, pois o cargueiro está rachando e ainda pode liberar mais 3 mil toneladas de óleo.

Na sexta-feira (7), o primeiro-ministro do país insular, Pravind Jugnauth, declarou estado de emergência ambiental e pediu ajuda da França para remover o óleo derramado na região. “O naufrágio do Wakashio representa um perigo para Maurício. Nosso país não tem experiência nem meios para resgatar navios, por isso pedi ajuda à França e ao seu presidente Emmanuel Macron”, tuitou Pravind. Maurício já foi colonizada pelos franceses.

“Quando a biodiversidade está em perigo, devemos agir com urgência. A França está com o povo de Maurício”, respondeu Emmanuel Macron, presidente da França. Em comunicado, a embaixada francesa afirmou que avaliaria a situação da embarcação e a gravidade da contaminação no mar por meio de um avião da Força Aérea.

No domingo (10), Akihiko Ono, vice-presidente executivo da Mitsui OSK Lines, operadora do navio, pediu desculpas em uma coletiva de imprensa em Tóquio, no Japão, e prometeu fazer qualquer coisa para conter o vazamento. 

Os habitantes das ilhas foram advertidos pelas autoridades locais para manterem distância da costa e deixarem a guarda costeira trabalhar na retirada do óleo. No entanto, eles foram para as praias e prepararam barreiras com cana-de-açúcar e cabelo para absorver e reter o combustível.

A reserva natural Île aux Aigrettes, atingida pela contaminação, tem espécies de animais e vegetais endêmicos (que só existem ali) em risco de extinção. Outros pontos preocupantes são a saúde dos moradores, que se alimentam de recursos naturais, e a queda do turismo local, que já estava em crise por conta da pandemia do coronavírus.

 

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