Mais da metade dos rios da Mata Atlântica são impróprios para consumo

Sabrina Rodrigues
quarta-feira, 22 março 2017 20:07
Rio Tietê, em São Paulo. Foto: Cristian Silva/Flickr
Rio Tietê, em São Paulo. Foto: Cristian Silva/Flickr

Neste Dia Mundial da Água, o Brasil não tem muito o que comemorar no que diz respeito à qualidade da água dos rios do bioma onde vivem a maior parte da população do país. Dos 240 pontos de rios, córregos e lagos da Mata Atlântica avaliados pela Fundação SOS Mata Atlântica, somente 6 obtiveram avaliação boa.

No estudo, descobriu-se que 70% dos pontos avaliados encontram-se em situação regular e 26,3% (60 pontos) estão com qualidade ruim ou péssima.

“A principal causa da poluição dos rios monitorados é o despejo de esgoto doméstico junto a outras fontes difusas de contaminação, que incluem a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o uso de defensivos e insumos agrícolas, o desmatamento e o uso desordenado do solo”, afirma Malu Ribeiro, especialista em Recursos Hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica.

O levantamento foi realizado em 73 municípios de 11 estados da Mata Atlântica, além do Distrito Federal, entre março de 2016 e fevereiro de 2017 e traçou um panorama sobre a qualidade da água de 240 pontos de coleta distribuídos em 184 rios, córregos e lagos de bacias hidrográficas do bioma mais desmatado do país. Ainda segundo a análise, o Brasil está longe de alcançar os compromissos assumidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015, com objetivos a serem atingidos até 2030.

 

Saiba Mais
Observando os Rios 2017: o retrato da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica (Relatório completo)

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