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Grilagem de terra é responsável por 35% do desmatamento na Amazônia, diz Ipam

Segundo o Instituto, as florestas estão sendo destruídas para que terras públicas fiquem nas mãos de poucas pessoas

Sabrina Rodrigues ·
20 de novembro de 2019 · 2 anos atrás
Segundo análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a grilagem tem se mantido na Amazônia ano a ano, contribuindo para o desmatamento na região. Foto: Jeso Carneiro/Flickr.

A grilagem de terras públicas foi responsável por desmatar 3.416 quilômetros quadrados na Amazônia entre 01 de agosto de 2018 a 31 de junho de 2019. Os dados são do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), que divulgou nesta quarta-feira (20) uma análise sobre o assunto. 

É como se 85 áreas do tamanho do Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do país, virassem pasto em um ano para que grileiros ocupassem ilegalmente terras públicas. Usurpar e forjar documentos para transformar área de floresta em terra produtiva é uma das causas do desmatamento na Amazônia. 

Após a divulgação dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do INPE, os especialistas do IPAM analisaram que 35% da área desmatada ocorreu em áreas não-designadas e sem informação.

“Isso é grilagem de terras”, afirma o diretor-executivo do IPAM, André Guimarães. “Essas florestas são públicas, ou seja, é patrimônio de todos os brasileiros, que é dilapidado ilegalmente para ficar na mão de alguns poucos”, afirma André Guimarães.

Segundo a diretora sênior de Ciência do IPAM, Ane Alencar, a grilagem tem se mantido na Amazônia ano a ano, com um incremento recente em terras não-designadas. 

A regularização fundiária de terras griladas na Amazônia é um dos objetivos do governo, que prepara uma medida provisória para implementar a chamada regularização por autodeclaração. A ideia é que proprietários, ocupantes e assentados possam apenas declarar posse e apresentar um georreferenciamento da suposta propriedade, para, assim, receber o título. Segundo especialistas, a proposta não apenas legaliza áreas de grilagem e roubo de terras públicas como aumenta os conflitos no campo.  

 

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  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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Comentários 3

  1. Laertes João diz:

    O antes pulmão do mundo, agora não é mais, constitui uma parte do Brasil com recursos de riquezas naturais capaz de tornar o país a primeira economia do mundo. Essa riqueza está sendo delapidada através de exploração ilegal com contrabando do que está sendo retirado. Há pouco, em cena cinematográfica, houve um assalto frustrado onde se aprendeu 700 quilos do nosso ouro que seria embarcado para o exterior. A amazonia é um território que engole a Europa toda. Para fiscalizar as atividades ilegais o governo teria que criar um departamento com milhares de funcionários e distribui-los em vilas dentro do vasto território que é a amazonia e onde vivem dezenas de nações indigenas. O governo está querendo legalizar as atividades ilegais e demarcar as areas indígenas de tal forma que possa racionalizar e fiscalizar a exploração dos recursos, possibilitando melhorar a assistência aos indios que já manifestaram o desejo de não quererem mais serem vistos como animais selvagens. Querem uma vida mais digna. A Ongs e Institutos mantidos com doações externas nunca defenderam a amazonia como agora estão fazendo. Querem manter o "status quo" que é o verdadeiro interesse e vão na contra mão do governo. Em breve nosso nióbio estará sendo exportado e não mais contrabandeado.


    1. Paulo diz:

      Esta iiiistoria de pulmão é uma grande bobagem.

      A Amazonia é o maior refrigerador de ar do planeta. Sem contar a formação de chuva. Para ter água boa e chuva em quantidade, precisamos das florestas.


  2. Paulo diz: