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Servidores protestam no Corcovado. Foto: Divulgação.

Desde a saída do oceanógrafo Ricardo Soavinski da presidência do ICMBio, no final de abril, o Ministério do Meio Ambiente queria o diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação da autarquia, Paulo Henrique Marostegan e Carneiro, para assumir o cargo. Mas o governo tinha outros planos. A tentativa de transformar o comando da autarquia que cuida das Unidades de Conservação federais em mais um cargo à disposição da bancada aliada causou mais protestos do que o esperado. O governo recuou. Após dois meses de mobilização, saiu na edição desta sexta-feira (15) do Diário Oficial da União a nomeação de Carneiro para o cargo.

Paulo Henrique Marostegan e Carneiro é engenheiro florestal e servidor de carreira do Instituto do Chico Mendes, onde está desde a criação da autarquia. Antes, trabalhou no Ibama. No ICMBio, exerceu cargo de chefia na Coordenação Geral de Proteção Ambiental e na Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação. Também foi gestor do Parque Nacional de Brasília.

Por enquanto, sem políticos no comando

Com quase 11 anos de criação, o Instituto segue sem nunca ter tido um político sem ligação com a área socioambiental comandando o ICMBio. O órgão é responsável pela gestão de 9% do território nacional e 24% da área marinha.

Não foi por falta de tentativa. O governo Temer tentou duas vezes nomear dois políticos do PROS para a presidência do Instituto. O primeiro sondado para assumir foi o vice-presidente do PROS Nacional, Moacir Bicalho. Os servidores protestaram e o partido tentou a nomeação de Cairo Tavares, secretário nacional de formação política do PROS.

Cairo chegou a se apresentar informalmente como novo presidente, em reunião com os diretores do ICMBio realizada no dia 24 de maio. A nomeação estava certa para sair no dia seguinte, mas a paralisação dos caminhoneiros fez o governo adiar a nomeação. A mobilização dos servidores, ambientalistas e sociedade civil, com protestos em Unidades de Conservação, no Congresso e nas redes sociais, transformou a disputa interna pelo cargo em movimento em prol da autarquia. Vitória da mobilização.

 

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