A Mata Atlântica vista pelo fotógrafo Vitor Marigo

Daniele Bragança
quarta-feira, 27 maio 2020 18:57
Poço do Céu, na Serrinha do Alambari, em Resende, Rio De Janeiro. Foto: Vitor Marigo.

Nesta quarta-feira, dia 27 de maio, comemora-se o dia da Mata Atlântica, o bioma mais ameaçado do país. Em mais de 500 anos de exploração, sobrou cerca de 14% da cobertura original, a maior parte em pequenos fragmentos de floresta. Embora diminuta, sua beleza e espécies que preserva ainda chama atenção.

Foi pensando em comemorar essa biodiversidade que convidamos o fotógrafo Vitor Marigo para mostrar seu olhar sobre a floresta que ele chama de lar. Desde que Vitor Marigo se entende por gente, reconhece a Mata Atlântica como sua casa. Carioca, filho do famoso fotógrafo de natureza, Luiz Cláudio Marigo, falecido em 2014, Vitor passou a infância viajando o país com o pai, mas tendo o estado do Rio de Janeiro como o lugar que mais visitou. A família tinha um sítio perto de Piraí, “estilo fazenda, mas com bastante floresta”. Aos 8 anos, compraram um sítio na Serrinha do Alambari, em Resende, paisagem que frequentemente Vitor fotografa.

O fotógrafo de natureza e aventura, Vitor Marigo. Crédito: Arquivo Pessoal.

“[meu pai] falava muito que o bioma favorito dele era a Mata Atlântica, e  um dos motivos, que concordo plenamente, é que a Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em termos de interações ecológicas. Quando você olha para uma bromélia, ou para um galho de uma árvore que está cheio de musgo, líquen, outras plantas presas, insetos vivendo ali, e se dá conta da quantidade de interações presentes (…). Essa riqueza, essa diversidade, essa complexidade de vida em cima de vida. E como fotógrafo é claro que reparo muito em imagem. E em termos estéticos, a gente encontra muita coisa interessante na Mata Atlântica”, afirma.

Vitor Marigo é fotógrafo freelancer. Tem seu trabalho voltado para a fotografia de natureza e esportes radicais. Produz imagens para livros e banco de dados, além de trabalhar para publicações voltadas para viagens, como a Travel e a Lonely Planet. Também dá aula e cursos de fotografia. “Faço as minhas expedições, dou aula, divulgo artigos de vez em quando, já escrevi alguns artigos para Fotografe Melhor, para a revista ambiental do Senac, para algumas coisas assim. O que eu mais faço mesmo é criar as minhas próprias expedições e clicar as coisas que eu ainda quero clicar, às vezes parece que eu olho assim para o Brasil, parece como um álbum de figurinha e eu quero ir preenchendo as figurinhas que faltam. Tem alguns lugares que eu ainda não visitei, e estava planejando visitar, que ainda visitarei e por aí vai”, diz.

Neste ensaio, publicado por ((o))eco, Marigo captura paisagens e animais que mostram a beleza desse bioma que resiste. Confira:

Pica-pau-rei (Campephilus robustus) fotografado na Serrinha do Alambari, em Resende, Rio De Janeiro. Foto: Vitor Marigo.
Praia da Feiticeira, em Ilha Grande, Angra dos Reis. Foto: Vitor Marigo.
Mirante da Cascatinha, no Parque Nacional da Tijuca. Foto: Vitor Marigo.
Tietinga (Cissopis leverianus). Foto: Vitor Marigo.
A floresta que resiste na antiga capital do país. Foto: Vitor Marigo.
Tarenaya rosea*. Foto: Vitor Marigo.
Por do sol visto do Pico da Caixa de Fósforo, localizada no Parque Estadual dos Três Picos. Foto: Vitor Marigo.
Foz do Iguaçu. Foto: Vitor Marigo.
Tiriba-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis) comendo folha de hibisco, na Serrinha do Alambari, em Resende, Rio De Janeiro. Foto: Vitor Marigo.

 

*Identificado por: Pedro Garcia, do canal no YouTube Jardim Tupiniquim.

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