Notícias

Teiú: um nome curto para um lagarto grande

Pelo seu tamanho, o homenageado da semana não é difícil de encontrar. Mas se o fizer, cuidado que ele é bravo

Redação ((o))eco ·
5 de dezembro de 2013 · 8 anos atrás
Tupinambis teguixin ou, simplesmente, teiú. Foto: Javier Reina/Flickr.

A cabeça é comprida e pontiaguda, com mandíbulas fortes providas de pequenos dentes pontiagudos. Da boca salta uma língua cor-de-rosa, bem comprida e bifurcada. Tem uma cauda longa e arredondada. As escamas tem uma coloração geral negra, com manchas e faixas brancas sobre a cabeça e membros. O papo e face são brancas, adornados de manchas negras. E é grande: em média tem 1,40 metros de comprimento, mas não é incomum atingir os 2 metros. Se encontrar um lagarto com estas características, estará diante de um teiú.

O teiú (Tupinambis teguixin, Tupinambis merianae ou Salvator merianae), também chamado teiú-branco, ou ainda tiú, teiuaçu, tejuguaçu, teju, tejo, teiú-açu, tiju, tejuaçu ou teiú-brasileiro, é um réptil da família dos Teídeos (comumente chamados teiús, tejus ou tegus). Trata-se do maior e mais comum lagarto no Brasil, sendo encontrado desde o sul da Amazônia até o norte da Argentina. Habita regiões de cerrado, mas pode ser observado também em regiões mais úmidas como florestas, bordas de matas-de-galeria e dentro de matas mais abertas, inclusive em regiões de clima temperado como é o caso dos teiús argentinos.

O animal, quando encontrado no seu habitat natural, é conhecido sobretudo por sua agressividade e voracidade. Se atacado, primeiro tentará fugir, mas, se impedido, desferirá golpes violentos com a cauda. Outro mecanismo de defesa é a mandíbula: a mordida de um teiú adulto é tão poderosa que pode esmagar dedos humanos. Os teiús nascidos em cativeiro, no entanto, costumam ser dóceis.

Onívoro, estes lagartos forrageiam uma ampla gama de alimentos, utilizando a língua bifurcada. Na sua dieta incluem-se pequenos mamíferos, pássaros e seus ovos, répteis, anfíbios, insetos, vários artrópodes, carniça, vermes e crustáceos. Também se alimenta de frutas suculentas, folhas e flores. No interior do país é famoso por assaltar galinheiros para atacar ovos e pintinhos.

Embora sejam lagartos terrestres, são capazes de escalar pequenas árvores e rochas. E também são exímios nadadores, capazes de permanecer submersos por até 22 minutos. A espécie também apresenta dimorfismo sexual com os machos maiores que as fêmeas e exibindo “papadas” mais proeminentes.

A teiú fêmea constrói tocas para colocar seus ovos ou se aproveita de cupinzeiros. Põe, em média 12 a 35 ovos, que serão protegidos até que choquem. O período de incubação é de 90 dias. Os filhotes são esverdeados, uma coloração que vai cede à medida que amadurecem.

Os teiús estão entre os répteis mais explorados comercialmente no mundo. A espécie é muito caçada por suas peles e em grau menor para abastecer o comércio de animais comercial. Também são caçados para consumo humano em regiões da Argentina , Paraguai e Bolívia. No Brasil, este lagarto é criado em cativeiro e comercializado com aval do IBAMA.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, o T. teguixin é listado como Pouco Preocupante. Isto porque a espécie tem uma ampla distribuição na sua área de ocorrência; é capaz de se adaptar a vários habitats, e porque não há dados que demonstrem que sua grande população esteja sofrendo um significativo declínio que justifica uma classificação em uma categoria mais ameaçada.

 

Leia também
Acorda, Raposa!
Sovi, o gavião de chumbo
Caranguejo-Amarelo em Alerta

 

 

 

Leia também

Notícias
17 de setembro de 2021

Tocantins vende terras públicas invadidas a R$ 3,50 o hectare

Valor é o mais baixo entre os estados da Amazônia, revela estudo do Imazon. Além do preço irrisório, Tocantins tem pior colocação no ranking de transparência

Notícias
17 de setembro de 2021

Pantanal: animais de criação também são vitimados pela seca e queimadas

Eutanásia para abreviar o sofrimento de animais afetados pelo fogo e seca são comuns no dia a dia dos profissionais de resgate. Nesta quinta, acompanhamos o atendimento a um cavalo, que foi sacrificado

Notícias
16 de setembro de 2021

Comissão de Meio Ambiente rejeita PL que insere resoluções do Conama no Código Florestal

As resoluções 302 e 303 estabelecem a proteção das APPs, como restingas e manguezais, e voltaram a valer graças à liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta