![]() |
Monumento Natural, desde 2010, as 6 ilhas Cagarras são áreas de proteção marinha que fazem parte do cartão postal do Rio de Janeiro. De diversos pontos da cidade é possível admirar o pequeno arquipélago, formado por Palmas, Cagarra, Comprida, Redonda e duas ilhotas, filhotes da Cagarra e da Redonda. Ao redor de cada uma delas, 10 metros estão inclusos na área de conservação. Ali, a pesca predatória é proibida.
O plano de manejo da área do monumento natural, que inclui um inventário inédito do ecossistema local, foi criado pelo Projeto Ilhas do Rio. A equipe do projeto é composta por profissionais associados ao Instituto Mar Adentro, que desenvolvem, conjuntamente, pesquisa científica e mobilização social. A partir do resultado dessas pesquisas, o uso sustentável dos recursos locais serão efetivamente regulamentados. Trabalhos de educação ambiental também são feitos com grupos de esporte e turismo, para incentivar o bom uso dessa região marinha.O patrocínio é do Programa Petrobras Ambiental.
O arquipélago das Cagarras está a 4 quilômetros da costa da praia de Ipanema, na capital carioca. No entanto, “sabe-se mais sobre a biodiversidade das ilhas São Pedro e São Paulo, do que dessas áreas naturais que estão no entorno de um dos grandes centros populacionais do Brasil, lugar que abriga grandes universidades”, afirma o biólogo marinho do projeto, Fernando Moraes. Após a criação da área protegida, gerou-se a necessidade de plano de manejo e conhecimento da área.
Ao chegar próximo às Cagarras, avistamos uma nuvem negra rondando as ilhas, na realidade, um bando de pássaros. São os cerca de 5 mil indivíduos da espécie Fragata. No período de acasalamento, os machos exibem um papo vermelho para atrair as fêmeas.
Um passeio de barco até as ilhas faz o visitante entender a magnitude natural do arquipélago. E um bom mergulho é opção atraente para aprender a conviver com a beleza e a riqueza que circunda a capital carioca.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
*texto de Flávia Moraes
Leia também
Três anos após tragédia, 203 hectares de encostas em São Sebastião seguem em recuperação
Deslizamentos ocorridos em fevereiro de 2023 deixaram 853 cicatrizes de desmatamento na cidade. Cerca de 70% da área já está recoberta de vegetação →
Disputas e contradições continuam após a COP30
Plano Clima indica desafios de implementação; evitar mudanças profundas continua sendo uma linha de ação que envolve greenwashing, lobby e circulação de desinformação →
Como transformar a meta 30×30 de um slogan político para uma realidade ecológica
O recém-aprovado Tratado do Alto-Mar oferece uma oportunidade de proteger o oceano como nunca antes →














