Fotografia

A mais incrível imagem do nosso planeta

A primeira imagem de nosso planeta foi feita em preto e branco. A última é a mais incrível imagem em alta definição da Terra que existe.

Paulo André Vieira ·
21 de fevereiro de 2012 · 15 anos atrás

A Terra não parecia azul na primeira foto que a NASA, a agência espacial norte-americana, fez de nosso planeta em 1960. As imagens do satélite TIROS eram feitas em preto e branco. Foi no dia 7 de dezembro de 1972, a uma distância de aproximadamente 45.000 km, que a tripulação da Apollo 17 tirou uma das mais famosas e reproduzidas fotografias de todos os tempos: a Blue Marble. No meio da foto, o continente africano entre os oceanos atlântico e índico. No cantinho superior esquerdo podia ser visto um tufão, que dias antes havia alagado o estado indiano de Tamil Nadu. Como o planeta não leva em consideração mapas geopolíticos, do ponto de vista dos astronautas o continente antártico estava originalmente no alta da imagem, mas antes de ser divulgada para o público foi girada para a posição mais tradicional que conhecemos hoje.

A Blue Marble original de 1972. Na esquerda a imagem divulgada para o público, e na direita como ela foi tirada originalmente.
A Blue Marble original de 1972. Na esquerda a imagem divulgada para o público, e na direita como ela foi tirada originalmente.
Em 2002 a NASA divulgou uma nova versão da Blue Marble. Desta vez não foi tirada por um ser humano, mas sim costurada a partir de várias fotos de satélite e dados topográficos. Além da tradicional imagem do globo terrestre, diversas outras foram disponibilizadas para educadores, cientistas e o público em geral. Em 2005 uma nova leva de imagens foi divulgada, desta vez com fotos mostrando o planeta em cada um dos meses do ano.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Nas imagens de 2005, nosso planeta em cada mês do ano.

Recentemente uma nova versão da Blue Marble foi apresentada para o público. Fruto dos dados coletados pelo recém-lançado satélite Suomi NPP, ela mostra nosso planeta em uma resolução nunca antes vista. Além destas fantásticas imagens, este satélite batizado em homenagem ao pai da meteorologia por satélite, Verner Suomi, vai ajudar a melhorar nossa capacidade de prever fenômenos climáticos e entender os efeitos das mudanças climáticas em longo prazo.

As duas versões da Blue Marble 2012, mostrando os hemisférios ocidental e oriental.
As duas versões da Blue Marble 2012, mostrando os hemisférios ocidental e oriental.

Veja aqui as versões da Blue Marble 2012 em várias resoluções:

Hemisfério ocidental
Hemisfério oriental


  • Paulo André Vieira

    Produtor Editorial formado pela UFRJ, atua em ((o))eco desde 2007 escrevendo sobre geojornalismo e cuidando da edição e gestão do site.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
25 de agosto de 2026

Restrição dos poderes do MP pode enfraquecer defesa ambiental, alerta Abrampa

Julgamento que será retomado no STF nesta quarta questiona limites do poder de requisição do Ministério Público e pode enfraquecer atuação na defesa do meio ambiente

Colunas
25 de agosto de 2026

A crise climática precisa de mais do que alertas

Mais do que registrar desastres, a comunicação precisa explicar suas causas, acompanhar os processos de reconstrução e cobrar políticas que reduzam vulnerabilidades

Salada Verde
25 de agosto de 2026

WWF-Brasil financia 50 bolsas para curso de Jornalismo Oceânico

Oportunidade é destinada a jornalistas, estudantes de jornalismo e comunicadores da Bahia, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.