O que é uma Espécie e um Espécime

((o))eco
sexta-feira, 18 julho 2014 0:17

Embora sejam palavras semelhantes, espécie e espécime são vocábulos diferentes, cada um com uma origem e significado. Espécie é uma palavra antiga (século XIII) que aponta sempre para uma coletividade, vem do latim species, “conjunto de traços que fazem reconhecer qualquer objeto”. Espécime, por outro lado, é palavra mais recente (século XIX) que se refere a um indivíduo dentro dessa coletividade, do latim specimen, “amostra, prova”) é “qualquer indivíduo de uma espécie”.

Em um sentido mais amplo, espécime é qualquer exemplar ou amostra de material ou ser vivo. Em geologia, uma pedra pode ser um espécime, uma amostra de rocha metamórfica. No sentido biológico, um espécime se refere a um único animal, planta ou micro-organismo usado como representativo da espécie que pertence para o estudo das propriedades de uma população. Um único cachorro doméstico, por exemplo, é um espécime do gênero Canis, que abrange todas as espécies de cães do mundo.

Espécie é um pouco mais complicado. Ela é a unidade taxonômica básica do sistema de classificação dos seres vivos utilizado atualmente. Embora seja um conceito fundamental à Biologia, há várias definições que discordam no tocante à abrangência do termo, isto é, o que é e o que não é uma espécie. O conceito mais comum é o biológico, que designa espécie como grupo de indivíduos com características comuns (morfologicamente semelhantes) que podem ou tem o potencial de produzir prole fértil (capacidade de reproduzir) ao cruzar entre si e não são capazes de cruzar com outros grupos, ou seja, estão reprodutivamente isolado dos demais.

Este conceito, no entanto, não é universal: ele deixa de considerar, por exemplo, reproduções assexuadas realizadas por alguns animais (estrela-do-mar, por exemplo) e plantas (com as algas), ou o fato de que algumas espécies diferentes, não só se cruzam como dão origem a descendentes férteis, como é o caso entre tigres e leões e entre ursos polares e ursos pardos.

Outros conceitos vieram suprir ou substituir o conceito biológico como, por exemplo: espécies tipológicas, que e diferenciam, principalmente, pela morfologia; espécies evolutivas, uma única linhagem evolutiva de organismos em que genes podem ser compartilhados; espécies filogenéticas, onde um grupo de organismos que compartilham um ancestral. Todos encontram alguma forma de crítica. Como qualquer definição única e universal será necessariamente arbitrária, os biólogos têm usado as muitas definições de acordo com as particularidades das pesquisas que realizam. A idéia é que métodos diferentes devem ser aplicados para casos distintos.

Espécies são identificadas pela nomenclatura binomial, desenvolvida pelo biólogo Carlos Lineu no século XVIII, ainda hoje utilizada para denominar todos os seres vivos conhecidos. De acordo com esta nomenclatura, o nome da espécie é formado por duas palavras correspondentes ao nome do gênero, por exemplo, Canis e um nome específico que restringe a espécie dentro deste gênero, lupus.

 

 

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