Dicionário Ambiental

O que são ciclones, furacões e tufões

Entenda, com este guia ((o))eco, a diferença entre estes destrutivos fenômenos meteorológicos

13 de novembro de 2013 · 8 anos atrás

Tufões, furacões ou ciclones são, essencialmente, o mesmo fenômeno meteorológico: uma tempestade giratória intensa causada pela queda da pressão atmosférica em uma área significativamente menor e sua temperatura ligeiramente maior do que as áreas que a circundam. Estas diferenças de pressão e temperatura, se formam sobre águas tropicais quentes, geram ventos circulares que podem atingir velocidades de 300 km/h.

Ciclone tropical é um termo geral para o fenômeno descrito acima. Ele engloba os outros, que se diferenciam pela sua localização geográfica e sua intensidade. Um ciclone tropical será um furacão quando ocorrer sobre as águas do Atlântico, Caribe e nordeste do Pacífico. Se ocorrer no oeste do Pacífico e no sudeste do Oceano Índico, será um tufão. Se, no entanto, se desenvolver em outras partes dos Oceanos Índico e pacífico, recebera o termo genérico de ciclone. Além disso, a intensidade dos ventos deve ser igual ou superior à 10, de acordo pela Escala de Beaufort, onde atingem velocidades de 88 a 102 km/h, e superiores.

Quando atingem estas velocidades, os ciclones tropicais desenvolvem um “olho”, isto é, uma área de calmaria relativa no centro da circulação. O olho é visível em imagens de satélite como um espaço circular distinto da tempestade, pequeno e livre de nuvens. Ao seu redor está a “parede do olho”, uma grande faixa de tempestade com um diâmetro que varia entre 16 e 80 km, no qual as trovoadas e os ventos mais intensos circulam.

Os tufões, furacões ou ciclones se iniciam em regiões oceânicas onde a temperatura ultrapassa os 27º C. A evaporação da água dos oceanos se acumula em forma de nuvens na camada mais baixa da atmosfera, o que cria uma camada de baixa pressão atmosférica, fazendo com que o ar quente suba com mais rapidez e com que o ar frio das camadas superiores comece a descer pelo centro da tempestade. Ventos em sentido contrário fazem com que a tempestade comece a girar. Enquanto avança pelo mar, neste turbilhão, mais água é evaporada, alimentando o ciclone. Quando ele atinge algum continente, que é mais frio e seco, começa a se dissipar – causando, mesmo assim, enorme destruição em seu caminho.

Ciclones tropicais giram todos na mesma direção anti-horária, se forem formados no hemisfério norte; no sentido horário quando se formam no hemisfério sul. A ocorrência destes no Brasil e na América do Sul não é comum porque os dois fatores determinantes para a formação desse fenômeno, águas quentes e ventos calmos, são mais raros nas águas do Atlântico Sul que são, em geral, menos aquecidas, e os ventos próximos da superfície são mais intensos e inibem a formação e organização de ciclones. Mesma sorte não têm os Estados Unidos, Costa do México, América Central e o chamado Caribe Superior, que são frequentemente atingidos pelos furacões, que chegam a grandes velocidades e destroem cidades inteiras.

Por fim, cabe mencionar também o tornado, mais intenso dos ciclones. Se diferencia dos demais, além da intensidade, pelo tamanho e sua duração que são menores em comparação com os furacões e tufões. Estes, formados por aglomerações de tempestades, podem durar vários dias e se estender por centenas de quilômetros. Os tornados, por outro lado, formam-se a partir da base de uma tempestade e têm diâmetro que raramente ultrapassa os 2 km e duração tipicamente menor que 10, 15 minutos. Ainda assim seus ventos podem ultrapassar 500 km/h, o que explica a sua maior capacidade de destruição.

Saiba Mais

Ciclones tropicais (Wikipedia)

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Comentários 1

  1. mariana / diz:

    que legal vcs falarem sobre isso ok