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Procura-se origem de filhote de harpia abandonado na porta de zoológico, em Manaus

Daniele Bragança 
terça-feira, 21 julho 2020 13:48
Filhotinho de gavião-real recebe cuidados da equipe de veterinários do Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva – CIGS, do Exército Brasileiro, em Manaus.

Um filhote de harpia de mais ou menos dois meses de vida foi deixado na portaria do Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), do Exército, em Manaus, no domingo, dia 12 de julho. A ave estava bem debilitada e quase sem sinais vitais. Após cuidados médicos e duas cirurgias, o bebê se recupera, enquanto os veterinários apelam por informações sobre a origem do filhote, pois desejam devolvê-lo aos pais.

“É um filhotinho de aproximadamente 2 meses de idade. Provavelmente sofreu uma queda do ninho. Os pais devem estar sentindo a sua falta, pois cuidariam dele por mais de 2 anos, até que ficasse completamente independente.”, disse a Dra. Tania Sanaiotti, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e coordenadora do Projeto Harpia.

A harpia, também conhecida como gavião-real, é a maior ave de rapina da América do Sul, com uma envergadura que pode chegar a 2 metros de comprimento.

Projeto Harpia quer devolver o filhote aos pais

Filhote sob os cuidados do Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS). Foto: Projeto Harpia.

O filhotinho em questão é quase um recém-nascido e precisa dos pais. Foi encontrado desidratado e com fraturas. “O animal estava bastante debilitado, quase sem sinais vitais. Após 48 horas de hidratação, alimentação e medicamentos, o filhote melhorou o estado clínico e foi possível realizar exames mais detalhados. As imagens de raio X revelaram que ele sofreu duas fraturas, uma na asa direita e outra na perna direita, que precisarão passar por cirurgias e imobilização.”, informou o Tenente Ricardo Lopes da Cruz, médico veterinário que cuidou da recuperação da ave.

O Projeto Harpia está em busca de mais informações sobre a procedência do filhote deixado no Zoológico do CIGS. A única informação que deram ao deixarem o filhote foi que ele veio da estrada que leva à Vila de Balbina, em Presidente Figueiredo, Amazonas. A informação da sua origem é importante para os pesquisadores terem maiores chances de devolver esse animal à natureza.

Foto: Divulgação/ Projeto Harpia.
Serviço

Quem souber de mais informações sobre a procedência do filhote, por favor, entre em contato pelo WhatsApp 2740422060 ou e-mail [email protected]

Facebook:@harpiaprojeto / Instagram: @projetoharpiabrasil

 

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