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Após “caso Naja”, Polícia recebe denúncia e apreende 16 cobras

Duda Menegassi
quinta-feira, 9 julho 2020 20:29
Policiais encontraram 16 serpentes em caixas de plástico na zona rural do Distrito Federal. Foto: BPMA/Divulgação

Após receber uma denúncia anônima, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental encontrou nesta quinta-feira(09), 16 serpentes escondidas em caixas na área rural do Distrito Federal. Segundo a denúncia, estas serpentes estariam relacionadas com a naja, encontrada na noite de quarta-feira (08) após morder um dia antes o estudante de veterinária que abrigava o animal de forma ilegal dentro da sua residência, em Brasília.

As equipes da polícia fizeram uma varredura completa nas chácaras da área rural de Taquara, em Planaltina, e, após algumas horas de buscas encontram as serpentes em uma baia de cavalo. Segundo informações da Polícia Militar Ambiental, o dono do local não soube informar quem havia colocado as cobras ali.

Os animais foram encaminhados para 14ª Delegacia, onde serão incorporadas ao processo da serpente naja encontrada ontem, e depois disso seguirão para o IBAMA para o reconhecimento das espécies. Uma avaliação preliminar da equipe de policiais identificou que haveria cobras nativas do Brasil, mas também cobras exóticas, oriundas de outros países, muito provavelmente oriundas do tráfico ilegal de animais silvestres.

As cobras estavam em caixas de plástico dentro de uma das baias de cavalo da chácara. Foto: BPMA/Divulgação

“A princípio nós podemos dizer que são várias espécies muito bonitas e várias espécies não são nativas da nossa fauna brasileira, o que nos preocupa um pouco, porque nós estamos vendo que de alguma forma está tendo um contrabando desses animais tanto aqui internamente, como da Amazônia, quanto externamente, de outros países para cá”, conta o Major Elias Costa, do Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

O caso da naja (Naja kaouthia) chamou atenção para o tráfico internacional de animais, já que essa é uma cobra que ocorre apenas no sul e sudeste asiático e sua vinda ao Brasil precisa passar por autorização prévia do Ibama, o que não foi feito pelo estudante, que acabou mordido e está internado em estado grave.

 

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