Avançou no Senado Federal a proposta do senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-PA) de liberar o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia. Apesar de o projeto prever o uso de áreas ja degradadas e/ou ocupadas por biomas que não o Amazônico, a possibilidade de vastas áreas serem ocupadas por latifúndios de monocultivo com uso intenso de veneno no cultivo preocupa ambientalistas e provocou reações de diferentes grupos ambientalistas. O Greenpeace, em nota publicada nesta quarta-feira (4), classificou o episódio como mais um “retrocesso ruralista” e apontou a possibilidade de a pressão econômica empurrar outras atividades em direção à áreas preservadas.
Entenda o caso:
Leia também:
Nuvens negras sobre a Amazônia brasileira
Comissão aprova plantio de cana na Amazônia Legal
Pressão por cana no Pantanal
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Falhas em permissões de garimpo permitiram movimentar R$ 18,4 bilhões em ouro, diz Greenpeace
Relatório aponta que títulos minerários foram usados para dar aparência legal a ouro extraído ilegalmente em Terras Indígenas e unidades de conservação da Amazônia →
Mudança silenciosa no CAR do Pará esconde identidade de proprietários rurais
Nova plataforma do Cadastro Ambiental Rural passou a ocultar nomes e CPFs de proprietários, reduzindo informações antes disponíveis ao público →
Duas boas notícias sobre visitação a parques nacionais brasileiros
Visitação cresceu 8,3% e chegou ao recorde de 13,6 milhões enquanto a concentração nos top 5 chega ao menor nível histórico. O que mudou no ranking, quais parques entraram no reporte e o que ainda falta explicar →

