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No último sábado (20), o Lixão da Estrutural, como era chamado o maior lixão da América Latina em atividade, foi desativado. Foram 60 anos que o lixão a céu aberto. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

Quase quatro anos após a entrada em vigor da Lei que proíbe os lixões a céu aberto, o maior deles foi desativado no último sábado (20) em Brasília. Durante 60 anos, o Lixão da Estrutural acumulou toneladas de resíduos, mesmo estando a apenas 6 quilômetros do Parque Nacional de Brasília, que protege parte da bacia hidrográfica que abastece a capital federal.

O considerado maior lixão da América Latina funcionava a 15 quilômetros do Congresso Nacional, que aprovou, após 19 anos de tramitação, a lei que o tornou ilegal em 2014.

Os senadores chegaram a aprovar um projeto de lei que empurra o prazo de 2014 para 2021, mas a proposta ficou parada na Câmara.

Até sábado, todos os dejetos do Distrito Federal iam parar no entorno do Parque de Brasília. Agora, o destino do lixo produzido irá para o Aterro Sanitário de Samambaia, que fica a 35 quilômetros do DF.

Os catadores de material reciclável vão receber R$ 360 por mês como bolsa fixa. O valor pago às cooperativas será de R$ 300 por tonelada de resíduos separados.

 

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