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Barragens de Santarém e Fundão que romperam na quinta feira (05/11), levam destruição à zona rural de Mariana, em Minas Gerais. A onda de lama já chegou ao Espírito Santo. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente afirmou nesta quinta-feira (19) que a lama da barragem rompida em Mariana, no estado de Minas, acabou com a fauna do rio Doce. A ministra classificou o episódio como a “maior catástrofe ambiental do país” e afirmou que haverá impacto no mar, mas descartou a possibilidade da lama atingir o arquipélago de Abrolhos.

"Os peixes de superfície conseguiram migrar para alguns rios tributários, mas estão morrendo, e a fauna ribeirinha também foi impactada", afirmou, em entrevista ao G1.

Segundo a modelagem feito pelo grupo de pesquisa do oceanógrafo Paulo Rosman, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro UFRJ), a lama deverá se deslocar em direção ao Sul, em função do fluxo da maré. São esses dados que o Ministério do Meio Ambiente está usando para descartar, a princípio, um impacto em Abrolhos ou nos manguezais de Vitória, regiões com alta biodiversidade marinha.

“Vamos ter de acompanhar no tempo. O modelo gera cenários e, neles, não há expectativa de chegada a Vitória”, afirmou a ministra, que deu uma breve entrevista coletiva durante um evento sobre emissões de gases de efeito estufa, em São Paulo.

 

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