Salada Verde

Coronel do Corpo de Bombeiros assume chefia do Parque Nacional da Tijuca

Ex-militar, André Soares de Mello foi para a reserva em novembro de 2018 e agora assume o comando de um dos parques mais famosos do Brasil

Daniele Bragança ·
11 de março de 2020 · 1 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
A beleza da floresta que resistiu à metrópole. Foto: Peterson de Almeida/Wikiparques.

O presidente do ICMBio, coronel PM Homero de Giorge Cerqueira, nomeou nesta quarta-feira (11) o coronel do Corpo de Bombeiros, André Soares de Mello, para assumir a chefia do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, a unidade de conservação mais visitada do país. 

Mello foi para a reserva em novembro de 2018. A nomeação saiu na edição desta quarta do Diário Oficial da União.

A substituição de um funcionário de carreira por um militar já estava prevista há pelo menos um mês.Desde meados do ano passado o governo tem substituído cargos de chefias no ICMBio de servidores para militares das forças auxiliares que já estão na reserva.

No Parque Nacional da Tijuca, o boato de que um militar assumiria a chefia ronda há pelo menos um mês entre os servidores.

Nomeações. Imagem: Reprodução/DOU.

É só o começo 

No começo de fevereiro, também em uma quarta-feira (12/02), o presidente Jair Bolsonaro mudou a estrutura regimental e o quadro de cargos de chefia do ICMBio. Além de enxugar as coordenações regionais de 11 para 5, modificou de 104 para 46 os cargos de chefias que só podem ser ocupados por servidores públicos. Em contrapartida, 130 vagas, a maioria de chefias em Unidades de Conservação, poderão ser ocupadas por qualquer pessoa que o governo nomear.

André Soares de Mello não é o primeiro, nem será o último.

 

Leia Também

Governo não pretende criar nenhuma unidade de conservação, diz presidente do ICMBio

ICMBio perde 6 das 11 coordenações regionais

Servidores do ICMBio revertem substituição de coordenadora

 

 

  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

Leia também

Notícias
13 de setembro de 2017

Servidores do ICMBio revertem substituição de coordenadora

Único órgão da pasta ambiental federal que ainda não sofreu com o loteamento político de quase todos seus cargos de confiança luta para não perder postos chaves

Notícias
12 de fevereiro de 2020

ICMBio perde 6 das 11 coordenações regionais

Decreto do presidente Bolsonaro não especifica quais coordenações serão extintas. Mudanças também afetam chefias de unidades de conservação

Salada Verde
8 de março de 2020

Governo não pretende criar nenhuma unidade de conservação, diz presidente do ICMBio

Em entrevista à TV Brasil, Homero de Giorge Cerqueira confunde conceitos, erra números e demonstra que ainda não entendeu o tamanho da missão do órgão que preside

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Comentários 3

  1. Civil diz:

    Sabe o que une essa patota militar antes de eles se lançarem na aventura pública do ICMBio e do Ibama? Os "cursos" do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) e da Rede Amolar em parceria com a Fundação Grupo Boticário. É impressionante: basta olhar o currículo de cada um, que está lá alguma passagem pelo Pantanal. Retirar do controle civil as funções de polícia e de gestão de espaços protegidos: eis a filosofia por trás. Mesmo que para passar vergonha, há agora um governo que impõe e cria a oportunidade para isso. Fica a dica para investigação.


    1. Ronaldo diz:

      Ahh sim… Os civis estão acima de qualquer suspeita e são todos ótimos servidores!


      1. Civil diz:

        "Aparelhamento ideológico" é exatamente isso, Ronaldinho: entupir os órgãos com um monte de gente desentendida da matéria simplesmente para ocupar politicamente os espaços que poderiam ser preenchido com especialistas. E militares não são especialistas na matéria que este grupo agora tenta abocanhar, por mais que você possa acreditar que milico sabe tudo. Para isso, o Estado já tem gente contratada, e deveria contratar mais. Ou é justo acreditar que o contrário possa ser verdadeiro: um monte de analista ambiental para fazer policiamento da rua e segurança de fronteiras? Ouça o que você está falando, Ronaldinho, e veja se faz sentido.