A hora e a vez do tuco-tuco

Carlos Matsubara*
quarta-feira, 19 janeiro 2005 16:23


O
Projeto Tuco-Tuco, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), quer fazer crescer a população das quatro espécies deste roedor do bem presentes na região Sul.

Os “tucólogos”, como se autodenominam os pesquisadores do projeto, dizem que os principais riscos à sobrevivência do tuco-tuco são a crescente urbanização do litoral e destruição de seu habitat junto às minas de carvão. O professor Thales Freitas lidera a equipe e vem estudando as alterações genéticas das espécies litorâneas. O estudo “Desfragmentação das Dunas em Relação ao Tuco-Tuco” consiste na coleta de DNA dos roedores, que ainda podem ser encontrados espalhados pelos 600 quilômetros do litoral do Rio Grande do Sul.

O tuco-tuco é classificado como pequeno roedor fossorial porque vive em galerias escavadas nas areias das dunas e outros solos. Já foram recolhidas amostras em Atlântida, no litoral norte, e no Banhado do Taim, extremo sul. “Nossa intenção é estudar a migração de indivíduos de uma população a outra, através das amostras de DNA”, explica Freitas. Se a migração não estiver ocorrendo, significa que os animais estão cruzando entre si, favorecendo o surgimento de indivíduos mais fracos e mais suscetíveis aos efeitos provocados pela ação humana.

Um impedimento para a migração pode ser a degradação das dunas. “Quando alguém retira uma duna do seu local de origem, interrompe a passagem natural de uma comunidade para outra”,
afirma o pesquisador. Segundo os resultados preliminares do estudo, os pontos mais críticos para o tuco-tuco vão de Xangri-lá até Torres, na divisa com Santa Catarina. De acordo com um dos bolsistas do projeto, José Francisco Stolz, não há pontos onde a espécie esteja protegida. O “menos pior” seria a faixa que vai de Quintão a Palmares, já no litoral sul. Além dos problemas com a ocupação do seu habitat, os tuco-tucos têm outras pequenas desgraças. Enfrentam plantações de pinus na areia e o pisoteio de gente e de gado, freqüente principalmente na parte sul do litoral.

Em Imbé, uma das praias mais procuradas pelos veranistas, acabaram os tuco-tucos. Um calçadão cheio de bares e quiosques liquidou qualquer chance de sobrevivência. Em Atlântida, balneário igualmente badalado, eles encontraram uma saída: refugiam-se nos quintais gramados das mansões locais. “Durante o verão é comum alguns proprietários nos procurarem para saber o que fazer com eles”, conta Freitas. “Eles reclamam dos buracos feitos pelo bicho no gramado, dizem que transmite doenças. Isto revela um total desconhecimento – a espécie não é como o rato que se alimenta do lixo doméstico”.

O próximo passo dos tucólogos será ampliar as coletas para outros pontos do litoral e, ao final do projeto, previsto para 2007, apresentar às prefeituras praianas um plano de manejo para as espécies.

* Carlos Matsubara é paulista radicado em Porto Alegre. Formado em jornalismo pela Unisinos (RS), atualmente é o editor da Agência de Notícias Ambiente JÁ e repórter do Jornal JÁ Porto Alegre.

24 comentários em “A hora e a vez do tuco-tuco”

  1. Estava eu e meu namorado pacifica e solitariamente sentados nas dunas da praia do Rincão -SC, quando olho para o lado e vejo este simpático animalzinho roedor muito parecido com uma marmota. Não imaginam a alegria minha, pois ele ficou ali há 3 ou 4 metros, cavando a sua toca e puxando galhos de vegetação rasteira para dentro, e depois de algum tempo simplesmente fechou a entrada com areia. Foi então que percebi a grande importância da preservação destas dunas, realmente me dei conta naquele dia. Me apaixonei pelo bichinho!!!!

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  2. Encontrei um hj 01/02/2015 na areia de Nova Tramandai RS….
    Não conhecia então resolvi colocar no Google p pesquisar sobre o mesmo…
    Animalizinho simpático que me chamou muito a atenção….

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    • Que legal Gilnei! Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para divulgar informações sobre eles. Recebemos fotos e vídeos com o objetivo de ajudar na conservação deles. Fica o convite para conhecer o projeto instagram.com/projetotucotuco

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    • Oi Jorge, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles. Eles se alimentam de gramíneas presentes nas vegetações das dunas. Fica o convite para conhecer nosso projeto instagram.com/projetotucotuco

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  3. Um cunhado meu que tem propriedade na localidade São Lourenço Distrito de Cacequi Rs, não sabe mais o que fazer com tanto tuco-tuco, não consegue plantar nada na horta, que os tuco-tucos matam comendo a raiz, até mesmo as mudas novas do arvoredo eles exterminam, ele quer saber o que fazer para conter o ataque do bicho, que já estão abrindo buraco na volta da casa, até os cachorros já desistiram de caça-los. estamos partindo para a caçada com laçada.

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    • Oi Francisco, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para conversar sobre essas questões dos tucos no pátio. Podem nos contatar para essas questões. Nos colocamos à disposição. Um abraço instagram.com/projetotucotuco

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    • Oi Fernando, que demais!Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles, fica o convite para conhecer instagram.com/projetotucotuco

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  4. Olá gostaria de informações de como lidar com esses bichinhos que tem feito uma enorme bagunça no meu quintal pois á buracos em toda parte e túneis que afundam enquanto caminhamos e houve também a destruição do meu fogão pois toda a lã interna foi carregada.
    Sou de Novo Curumim Terra de Areia e fico no aguardo de uma resposta porque já não sabemos mais o que fazer.

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    • Oi Lisi, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para conversar sobre essas questões dos tucos no pátio. Podem nos contatar para essas questões. Nos colocamos à disposição. Um abraço instagram.com/projetotucotuco

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    • Oi Lisi, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para conversar sobre essas questões dos tucos no pátio. Reiteramos que eles são animais ameaçados de extinção e muito importantes para o ambiente em que vivem. Eles costumam se mudar com frequencia, provavelmente logo vão ir embora do seu pátio de forma natural. Podem nos contatar para essas questões. Nos colocamos à disposição. Um abraço instagram.com/projetotucotuco

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  5. olá, como fazer para capturar este roedor vivo e soltar em outro espaço, pois o mesmo está escavando meu terreno e tenho receio que vá afetar o alicerce da minha casa.

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    • Oi Lisi, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para conversar sobre essas questões dos tucos no pátio. Reiteramos que ele não vai afetar o alicerce da sua casa, é muito pequeno para isso. Podem nos contatar para essas questões. Nos colocamos à disposição. Um abraço instagram.com/projetotucotuco

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    • Oi Isolda, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para conversar sobre essas questões dos tucos no pátio. Possivelmente a sua casa antes era o ambiente natural desses animais, por isso que eles voltam a habitar os terrenos. Reiteramos que é importante deixar o animal onde está, se tirarmos ele do local o risco é bem grande dele morrer e isso é extremamente preocupante por se tratar de um animal em risco de extinção. Podem nos contatar para essas questões. Nos colocamos à disposição. Um abraço instagram.com/projetotucotuco

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    • Oi Fabio, tudo bem? Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para conversar sobre essas questões dos tucos no pátio. Reiteramos que é extremamente importante deixar o animal em seu ambiente, se ele for retirado pode morrer. Ele possui o hábito de migrar, então logo deve ir embora do seu pátio naturalmente. Podem nos contatar para essas questões. Nos colocamos à disposição. Um abraço instagram.com/projetotucotuco

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  6. Que demais Maria Luiza! Faço parte do projeto tuco-tuco da UFRGS. Temos uma página no Instagram com o objetivo de conversar sobre os estudos que fazemos sobre eles e também para divulgar informações sobre eles. Recebemos fotos e vídeos com o objetivo de ajudar na conservação deles. Fica o convite para conhecer o projeto instagram.com/projetotucotuco

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