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Aprenda com quem faz a monitorar o desmatamento na Amazônia

INPE lança videoaulas sobre como é feito a detecção de corte e supressão de madeira na Amazônia Brasileira. Curso tem 24 aulas e é gratuito.

Daniele Bragança ·
31 de julho de 2015 · 6 anos atrás

Conhecer como a Amazônia é monitorada faz parte dos objetivos do curso. Foto: Wikimedia Commons
Conhecer como a Amazônia é monitorada faz parte dos objetivos do curso. Foto: Wikimedia Commons

Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) monitora através de imagens de satélite o desmatamento na Floresta Amazônica. E a partir de 15 de agosto, em parceria com o banco de desenvolvimento da América Latina (CAF), disponibilizará um curso em vídeo para ensinar como realiza esse trabalho. O projeto se chama Capacitree – Capacitação e Monitoramento de Florestas por Satélite.

O curso compreende 24 videoaulas disponiveis em português, inglês, espanhol e francês. Os 4 primeiros vídeos trazem noções básicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e processamento digital de imagens, enquanto os outros 20 se concentram em explicar o sistema Terra Amazon, que compreende os dois programas mais conhecidos do INPE. O primeiro é o PRODES, que monitora com precisão a área de desmatamento anual da Amazônia. O outro é o DETER, responsável pelos alertas diários de desmatamento.

As videoaulas estarão disponíveis em um endereço do INPE. Os 20 vídeos sobre o TerraAmazon também poderão ser acessados no canal YouTube INPE-CRA.

“Com as videoaulas, abrimos mais uma importante frente de nosso programa de capacitação, que agora poderá ser acessado por pessoas que não podem vir ao Brasil para os cursos presenciais”, disse Alessandra Gomes, chefe do Centro Regional da Amazônia do INPE, que fica na cidade de Belém do Pará e já capacitou mais de 250 pessoas da América Latina, Ásia e África em cursos presenciais.

O programa de monitoramento da floresta amazônica do INPE embasou as políticas públicas do governo brasileiro que reduziram o desmatamento na região de 27 mil para próximo de 5 mil quilômetros quadrado ao ano, uma queda de 80%. Este sucesso é reconhecido mundialmente. Com seus programas de treinamento, incluindo o novo curso por vídeo, o INPE quer se tornar também uma referência internacional na capacitação de monitoramento de florestas por satélites.

*Com informações da assessoria de imprensa do INPE.

 

 

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  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

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Comentários 1

  1. Cláudio Maretti diz:

    Boa matéria, Duda Menegassi! Equilibrada, correta e necessária. Parabéns e obrigado!

    Ajustes nessas unidades de conservação são necessários desde a sua criação e a necessidade só aumenta quando os ajustes não são aplicados.
    Há estudos e diálogos nesse sentido há tenpos.

    Para ajustes em unidades de conservação é necessário estudos, análise e propostas técnicas, compensação da conservação e diálogo para compor soluções.

    A posição técnica do ICMBio é consistente e adequada.

    A Floresta Nacional de Brasília tem algumas áreas com valor ecológico não tão importante, relativamente, e desde sua criação. Mas há áreas importantes para recuperação e para visitação (ou uso público), como a Área 1, com importante envolvimento da sociedade local e boa história e grande potencial de voluntariado. E há áreas importantes para recuperação, ordenamento da ocupação e proteção dos recursos hídricos, como a Área 4 e grande parte da Área 3. Faz todo sentido mudar a categoria da Reserva Biológica de Contagem para parque nacional, promovendo a conservação com a visitação (ou uso público), de forma integrada com o Parque Nacional de Brasília. Faz todo sentido ampliar a conservação de áreas de maior valor ecológico (inclusive como compensação pela redução de outras áreas).

    Mas é muito importante acompanhar com atenção o processo no Legislativo, pois há vários parlamentares só interessados em especulação imobiliária e populismo com lotes e moradias (como em toda a história do Distrito Federal).