Fundo Amazônia financiará monitoramento da floresta fora do Brasil

Giovanny Vera Stephanes
terça-feira, 14 maio 2013 22:53
Brasil quer transferir tecnologia de monitoração do desmatamento. Foto: Leonardo F. Freitas
Brasil quer transferir tecnologia de monitoração do desmatamento. Foto: Leonardo F. Freitas

O Fundo Amazônia aprovou o fomento de R$ 23 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES) do Brasil à Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), para o monitoramento da Amazônia. A decisão ocorreu no dia 3 de maio.

O objetivo é “contribuir para o desenvolvimento da capacidade de monitoramento do desmatamento, das mudanças de uso da terra e do aproveitamento florestal nos países membros da OTCA”, como a Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, declarou o BNDES em nota divulgada em seu site.

O investimento também será usado para a transferência de tecnologias criadas e usadas no Brasil, como o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) e Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter).

Carlos Klink, secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, em um comunicado do Ministério de Meio Ambiente explicou que “o monitoramento da floresta vem sendo fortalecido com anos e anos de experiência reconhecida internacionalmente e agora nosso papel é trabalhar em conjunto com outras nações para que o trabalho ganhe escala”.

A importância da aplicação das tecnologias de ponta brasileiras na luta contra o desmatamento em outros países através da OTCA promoverá a conservação de toda a floresta. “Não adianta somente preservar a área brasileira, é preciso ampliar o sucesso que temos na redução ao desmatamento e emissões de carbono para que esses países também possam melhorar seus sistemas de monitoramento”, disse Klink.

A chefe do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia no BNDES, Cláudia Costa, destaca que esta é a primeira iniciativa internacional do Fundo Amazônia. “Como o Brasil já conta com grande investimento em pesquisa, poderemos compartilhar esse investimento adquirido, reforçando o combate ao desmatamento no bioma como um todo”, concluiu Cláudia.

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