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Corais podem virar área de preservação permanente

Projeto de Lei quer incluir recifes de coral em categoria protegida, o que proibiria pesca e qualquer atividade ameaçadora ao ecossistema.

Daniele Bragança ·
2 de julho de 2012 · 14 anos atrás
Recifes de corais pode virar área de preservação permanente. Foto: Projeto Coral Vivo
Recifes de corais pode virar área de preservação permanente. Foto: Projeto Coral Vivo

A Rio+20 não conseguiu amarrar um acordo para proteção dos oceanos, postergando a decisão para o futuro, mas um projeto de Lei da Câmara pretende dar uma proteção extra, no Brasil, para um dos ambientes marítimos mais ameaçados do mundo: os recifes de corais. O Projeto de Lei 3855/12 os inclui na categoria de áreas de preservação permanente (APPs), o que proibiria pesca e qualquer atividade que causasse degradação ou destruição dos corais.

De autoria do deputado Sarney Filho (PV-MA), líder do Partido Verde na Câmara, o texto do Projeto de Lei aponta quais ações feita pelo homem causam sérios danos aos recifes, entre elas, turismo predatório, pesca excessiva e expansão imobiliária no litoral. Essas pressões adicionais agravariam o chamado ‘branqueamento’ dos corais, causado pelo aumento da temperatura do mar.

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“Estudos de longo prazo sugerem que os recifes de coral podem se recuperar dos impactos principais do branqueamento, se os “estresses” adicionais forem reduzidos ou removidos. A gestão cuidadosa do ambiente e a manutenção das melhores condições possíveis para possibilitar a recuperação dos recifes serão vitais no futuro”, escreveu Sarney Filho, no texto que justifica o projeto.

Ele ainda acrescentou que os recifes de corais “oferecem alimento e abrigo para um grande número de espécies que se inter-relacionam de forma complexa. O rompimento desse equilíbrio normalmente representa o início de uma sequência de danos ao meio ambiente, com reflexos também para a pesca artesanal e para o turismo, que utiliza o mergulho em recifes como opção nas viagens ao litoral”.

O projeto foi apresentado no dia 14 de maio e aguarda parecer da comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Depois segue para a comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e por fim será analisado pela comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Por tramitar em caráter conclusivo, o PL será analisado apenas pelas comissões, não sendo votado no plenário da Câmara dos Deputados. Se todas concordarem com o teor do projeto, vira lei. Se alguma comissão rejeitar, o projeto perde o caráter conclusivo e irá a plenário. *Com Informações da Agência Câmara de Notícias.

*Editado em: 01/08/2012 – às 15h45

  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental.

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