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Alemanha aprova fim de usinas nucleares até 2022

Nesta segunda-feira, dia 6, foi sancionada a reforma da legislação nuclear que determina o encerramento definitivo dos oito reatores desativados após a tragédia na usina atômica japonesa de Fuskushima.

Daniele Bragança ·
6 de junho de 2011 · 10 anos atrás
Acidente nuclear na usina de Fukushima, Japão, mudou o rumo da matriz energética na Alemanha (crédito: Digital Globe)
Acidente nuclear na usina de Fukushima, Japão, mudou o rumo da matriz energética na Alemanha (crédito: Digital Globe)
O governo alemão acaba de dar mais um passo para acabar com o uso de energia nuclear, que responde por 23% da matriz energética da Alemanha. De acordo, com a agência EFE, nesta segunda-feira, dia 6, foi sancionada a reforma da legislação nuclear que determina o encerramento definitivo dos oito reatores desativados após a tragédia na usina atômica japonesa de Fuskushima, além de uma série de medidas que visam ao fechamento de todas as usinas nucleares ainda ativas no país até 2022 e promover a substituição por energias renováveis, tal como a energia eólica.

A nova lei nuclear prevê a construção de novas linhas de alta tensão para a distribuição da energia produzida pelos futuros parques eólicos; o fechamento definitivo dos oito primeiros reatores, desligados desde março, e a desativação dos nove restantes de maneira gradual, sendo que o primeiro em 2015 e os três últimos em 2022.

O grande desafio de renunciar à energia atômica é encontrar maneiras de substituir a eletricidade gerada pelas usinas sem recorrer ao uso do carvão, que elevaria as emissões de Co2 do país.

Ambientalistas divergem entre si sobre o uso de energia nuclear. Embora não seja uma energia considerada limpa, sua geração não produz gases do efeito estufa, considerados os principais responsáveis pelo aquecimento global.

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  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

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Comentários 1

  1. pequenas vitórias não compensam os danos causados deliberadamente por legisladores e executivos que estão determinados em reverter as proteções e ganhos ambientais conseguidos a duras penas, nas últimas décadas.