Enfim…podemos mesmo chamá-lo de um corredor ecológico? Ou seja, esse mosaico, essa paisagem que compõe as áreas limítrofes e ao longo do principal eixo do rio Paraná possibilitam mesmo o trânsito e o fluxo gênico das espécies sem comprometer a viabilidade das suas populações no longo prazo? A resposta parece ser SIM. Fazendo uma comparação, relativa às outras áreas mais distantes do eixo do rio Paraná, o corredor parece ter futuro! Existe sim um “quase contínuo” de áreas naturais, ainda não tão degradadas entre as proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo, no extremo oeste do Estado de São Paulo (porção mais norte do corredor) e o Parque Nacional do Iguaçu (porção mais sul do corredor). Entretanto, algumas lacunas, ou “buracos de dificuldades de trânsito para a fauna e flora regional” nos preocuparam ao longo de nossas observações durante a expedição. São esses:
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
O papel das pessoas na recuperação de um rio
A transformação do Córrego Tiquatira de esgoto a céu aberto a parque, repleto de gente e atividades revela um componente essencial: o pertenciment →
STF valida redução de área protegida no Pará para abrir caminho à Ferrogrão
Supremo considera constitucional mudança nos limites do Parque Nacional do Jamanxim, em decisão que favorece projeto ferroviário alvo de críticas socioambientais →
Arborização urbana esbarra na falta de continuidade das prefeituras
Metas e dispositivos legais existem, mas a falta de coordenação, orçamento próprio e problemas de gestão figuram como grandes empecilhos →

Legenda da Figura 1. Importantes Unidades de Conservação, remanescentes florestais e áreas prioritárias para a conservação do longo dos eixos do rio Paranapanema e Paraná, que compõem o corredor de biodiversidade do alto rio Paraná. Entre algumas visitadas durante todo o curso de nossas pesquisas (25) Parque Estadual do Morro do Diabo (SP); (26) Estação Ecológica de Caiuá (PR); (24) Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (MS); (29) Parque Nacional de Ilha Grande (PR); (9, 6, 15, 13, 10, 11) Maciços florestais, remanescentes de florestas e matas ciliares recompostas ao longo do reservatório de Itaipu Binacional. Círculos em vermelho representam as grandes lacunas de conectividade detectadas pela expedição, ao longo do Corredor de Biodiversidade do Alto Rio Paraná. (Mapa adaptado de Di Bitetti et. al. 2003).