Colunas

Parque Profissional

A parceria público privada pode ser o caminho da salvação para os principais parques brasileiros. No Parque de Iguaçu ela já existe e está dando certo.

4 de fevereiro de 2005 · 19 anos atrás
  • Sérgio Abranches

    Mestre em Sociologia pela UnB e PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell

Imagine um parque nacional que protege um importante patrimônio natural da humanidade, com cenários de extraordinária beleza, infra-estrutura profissional para o turismo e, por causa de bem sucedida parceria público-privada, tenha receita suficiente para atender a todas as suas necessidades e, de fato, funcione. Pois ele existe, em Foz de Iguaçu. Funciona muito bem, na parte comercial. Na área da preservação, conta com o entusiasmo e o empenho do Ibama local, que tem gente de muito bom nível e visivelmente comprometida com a questão ambiental. Mas, apesar de gerar uma receita significativa, a área pública do parque tem que ficar de pires na mão, mendigando cada tostão para cada uma de suas ações, todas essenciais à proteção desse esplêndido e frágil patrimônio da natureza. A parte do mercado vai bem. A parte estatal, vai levando.

História, beleza e valor natural se combinam ali de forma espetacular. Junta-se, agora, a primeira experiência efetiva de parceria público-privada ou terceirização da exploração de unidades de conservação. Tem tudo para dar certo. Mas, no Brasil, a garantia do sucesso é a eterna vigilância.

Leia também

Notícias
6 de maio de 2024

Ministério Público de MT vai tentar reverter extinção do Parque Cristalino II

Sociedade Civil se une contra recente decisão da justiça matogrossense. Governador do Estado já declarou que não tem interesse em recorrer

Reportagens
6 de maio de 2024

Manguezais restaurados em Santa Catarina atenuam fenômenos climáticos extremos 

Há 12 meses, mutirões comunitários do Projeto Raízes da Cooperação retiram espécies invasoras, replantam mangue nativo e mobilizam a sociedade na região metropolitana de Florianópolis

Análises
6 de maio de 2024

Passado e futuro na tragédia gaúcha

O negacionismo climático, a política rasa e o desprezo histórico pela legislação engrossam o drama de milhões de pessoas no RS

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.