Ruralistas criam Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia
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Ruralistas criam Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia

Sabrina Rodrigues
segunda-feira, 20 maio 2019 18:37
O deputado federal Pablo Oliva (PSL-Amazonas) é o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia e defende atividades de mineração na região. Foto: Facebook Delegado Pablo.

Com o objetivo de discutir o desenvolvimento na região Amazônica, incluindo a regularização da mineração em áreas hoje proibidas, como terras indígenas e unidades de conservação, 205 parlamentares lançaram na quarta-feira (15) uma frente suprapartidária em defesa da amazônia.

Presidido pelo delegado Pablo Oliva (PSL-AM), o lançamento do colegiado contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Oliva defende a regularização de exploração já feita ilegalmente. “Elas já são exploradas, mas são exploradas ilegalmente. Na hora que você legaliza, que você regulamenta, você dá à pessoa que vive lá opções e qualidade de trabalho, qualidade de vida e ao mesmo tempo você garante que a riqueza fique. Quando você deixa que seja ilegal, uma exploração de ouro, por exemplo, leva o ouro pra fora do Brasil, a riqueza não fica, quem trabalha não se desenvolve, o lugar não se desenvolve. Então, explorar sim, mas com responsabilidade”, defende.

Quase metade dos 212 parlamentares que participam da frente são da bancada ruralista. O tema regularizar e permitir mineração em terras indígenas e em unidades de conservação está forte no congresso por causa do apoio para essa agenda vinda do executivo.

Em nome do governo Bolsonaro, o ministro do Meio Ambiente participou do lançamento.

“É um momento muito importante para o Brasil, para a amazônia, para a relação entre o executivo e o ministério do Meio Ambiente com o parlamento, que tem esse papel fundamental de trazer as diversas contribuições para que trabalhemos juntos na defesa da Amazônia.”

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve presente
no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia. Foto: Facebook Delegado Pablo.

Ainda segundo Salles, “O desenvolvimento sustentável da Amazônia fará com que ela seja preservada e que o melhor mecanismo para a preservação é o desenvolvimento”.

Pressão por mineração em terras indígenas

Em 2018, o WWF-Brasil divulgou o estudo  Mineração na Amazônia Legal e Áreas Protegidas – Situação dos Direitos Minerários e Sobreposições que aponta a pressão que a mineração exerce dentro de Unidades de Conservação de proteção integral e Terras Indígenas localizadas na Amazônia. Segundo o levantamento, existem mais de 5.675 processos de mineração ativos na Agência Nacional de Mineração (ANM) – que vão de pedidos de pesquisa a autorizações de lavra.  

O Parque Nacional do Monte Roraima, que fica na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana, é a área mais extensa em Unidades de Conservação e que está na mira da exploração mineral.

Em relação às Terras Indígenas, a mais ameaçada, segundo o levantamento, é a Terra Indígena Yanomami, na fronteira com a Venezuela, com quase cem pedidos que alcançam uma área de 11 mil quilômetros quadrados.  Em seguida está a TI Raposa Serra do Sol, em Roraima.

 

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