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Matinhos (PR): Prefeitura quer extinguir parque para construir uma megaloja

Daniele Bragança
sexta-feira, 13 julho 2018 23:51
O pequeno e precioso Parque Natural Municipal do Taboleiro. Foto: Wikiparques.

Acontece amanhã em Matinhos, no Paraná, uma audiência pública para tratar da construção de uma megaloja de departamentos no município. O local indicado pela prefeitura para a construção do empreendimento é o Parque Natural Municipal do Tabuleiro, que deixará de existir se a proposta for aprovada.

Criado em 2006, o parque abriga um dos últimos remanescentes florestais em perímetro urbano no município. É uma área pequena, de pouco mais que 31,7 mil metros quadrados que pertence ao Bioma Mata Atlântica. A unidade de conservação abriga 76 espécies de aves e 25 de árvores nativas, entre as quais um grande número de guanandis, além de caixetas, espécie ameaçada de extinção.

Valorização imobiliária

A graciosa saracura que visita o Parque Natural Municipal do Tabuleiro. Foto: Wikipédia.

Ambientalistas acusam a prefeitura de tentar beneficiar o ex-prefeito, Eduardo Dalmora, com a proposta de derrubar o parque. O político seria dono de um mercado próximo do local e se beneficiaria da construção de uma megaloja próxima do comércio dele. Essa informação ainda não foi confirmada. Oficialmente, a prefeitura argumenta que o novo empreendimento gerará empregos na cidade.

 

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13 comentários em “Matinhos (PR): Prefeitura quer extinguir parque para construir uma megaloja”

  1. Uma liminar do MPE já impediu o prosseguimento desse processo. Mas a ampla divulgação, com a exposição pública da Havan e da Prefeitura de Matinhos, deve representar uma via adicional de pressão para que essa proposta absurda seja definitivamente abandonada. Quatro décadas atrás toda a planície ao redor da cidade de Matinhos, no litoral do Paraná, era formada de uma extensa Floresta Atlântica de Planície em estado avançado de conservação. Como em muitos outros casos da região costeira brasileira, nem a legislação amparada pela Lei da Mata Atlântica conseguiu impedir o contínuo alastramento descontrolado das áreas urbanas sobre a vegetação nativa. Destruíram sistematicamente o que havia pela frente, sob a conivência dos órgãos ambientais estaduais. Agora, depois que uma área remanescente é declarada oficialmente parque municipal, a Prefeitura e a Havan entendem que trocar essa área natural por uma loja, possivelmente amparada por uma estátua azul de gosto amplamente duvidoso, seja realmente uma avanço para o município. Se isso realmente acabar acontecendo, pelo menos produzam uma estátua segurando um machado, simbolizando a visão retrógrada e mercantista barata dos envolvidos.

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    • Se é Mata Nativa e ainda por cima, tem espécies em risco de extinção, como em sã consciência os órgãos regulamentadores e ambientais permitirão um duplo crime contra a biodiversidade remanescente em área hurbana.
      Acredito que se fizermos uma campanha nas mídias sociais de boicote a Hsvan a nível nascinal. Comunicando que suas megas lojas para serem construidas não tem escrúpulos, e nem consciência ambiental e humana, que é questionável a extinção de um dos poucos biomas hurbanos necessários para o eco sitemas, e que o dono da Havan e da Rede TV! Petmite seus projetos de cunho comercial permite criar ambientes aridos e sem ética com a sociedade, 1° por ser um bioma da mata atlântica preservado o 2° por ter especies em em risco de extinção, o 3° a área é publica e será construído um empreendimento particular, (porque não compra um terreno particular para o empreendimento e arca com os custos de compra , construções e impostos como todo comerciantes locais recolhermos assinatura contra este projeto absurdo e fazer uma campanha contra a Havan e a Propria Rede TV! Sendo informado aosmeios de midia televisiva concorrentes de canais abertos

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    • Esse típico comportamento do ambientalista é curioso. Em vez de se atentar para questões mais técnicas, vai sempre pro sentimentalismo, exagero, etc. Aposto que a casa onde o Sr. Clóvis mora um dia foi Mata Atlântica.

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      • Meu caro, a diferença básica é que a área já foi declarada parque e é um dos poucos remanescentes de floresta urbana da cidade. Conheço Matinhos, e sei que existem muitos outros locais que poderiam abrigar a loja. Pra mim é bastante óbvio que há interesse nesta área especifica por um motivo especial (citado no texto). Abraço

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  2. Quanto sensacionalismo nessa matéria, aquilo nem era reconhecido como parque, não existia uma rotina de cuidados de preservação. A foto que foi tirada ali nem faz jus ao caos que é ali, o pior é oq fazem lá pra dentro do Vila Nova, aquilo sim é mata Atlântica é estão desmatando cada vez mais, virando favela e ponto de tráfico

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  3. Precisamos pensar em progresso e geração de empregos também. Até agora ninguém havia falado ou pensado em preservação. Este projeto poderá trazer turistas e dar um up à nossa praia. Muitos turista atravessam pra Guaratuba pra ter um pouco mais de opções, pois em Matinhos/Caiobá não existe nada pra fazer, a não ser passear no calçadão….Que é "pela metade", ou seja, bonito até a metade……..

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  4. Muito curioso este argumento de geração de empregos, pois a mesma prefeitura impediu o grupo Barvaresco de construir um mercado em local sem problemas ambientais, gerando em torno de 190 empregos diretos, mais sim para defender e proteger a rede de supermercados pertences ao empresário Dalmora e agora quer acabar com parque, para outro grupo, só porque não é concorrente, acorda pivô de Matinhos, isto é pura sacanagem.

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  5. Tem gente pedindo boicote à Havan. O problema não é a loja em si, mas o procedimento (se estiver errado). Estão querendo demonizar quem gera emprego, por isso esse país está esse lixo.

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  6. Parque do "Taboleiro"? Piada né. Moro em Matinhos quase 30 anos e jamais ouvi dizer que aquele matão onde tanta gente joga lixo, era um parque. Não passa de um terreno baldio.

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  7. É verdade! O parque, se existisse de fato, deveria ser preservado. Alguém já tentou visitar o tal parque? Que tal um passeio?… kkkk… Faz-me rir! Moro ao lado e, até agora, estou procurando o tal parque, a dita maravilha de Caiobá, da Vila Nova, do Tabuleiro! O que existe de fato é uma mata nojenta, ladeada por um canal também nojento, com uma ponte caindo aos pedaços e mais nojenta ainda, verdadeiro criame de mosquitos e doenças. Um lugar horrível! Ótimo para bandido se esconder! Ninguém está preocupado com o povo carente que vive nas imediações, que precisa de emprego para sustentar a família. Alguém conhece as entranhas da Vila Nova e sua brava gente, que luta com unhas e dentes para sobreviver? Aposto que não! Preocupam-se apenas com questões políticas. Esses "defensores" da natureza deveriam olhar para os belos morros que embelezam a região. Morros que estão sendo invadidos e destruídos dia após dia! E não fazem nada! Só querem aparecer! Bando de egoístas!

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