Hong Kong quer acabar com o comércio de marfim
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Hong Kong quer acabar com o comércio de marfim

Sabrina Rodrigues
quinta-feira, 29 junho 2017 20:22
O marfim é contrabandeado para fazer ornamentos nos países asiáticos, principalmente para a China, e também para atender “colecionadores” norte-americanos. Foto: Matthias Rosenkranz/Flickr.
O marfim é contrabandeado para fazer ornamentos nos países asiáticos, principalmente para a China, e também para atender “colecionadores” norte-americanos. Foto: Matthias Rosenkranz/Flickr.

 

O governo de Hong Kong quer proibir do comércio de marfim em seu território. Para isso, enviou ao legislativo local um projeto de lei com a proibição da comercialização do artefato responsável pela caça ilegal de milhares de elefantes todos os anos. A iniciativa é uma resposta não só às manifestações ocorridas na cidade pedindo o fim do comércio, como também, às acusações de que as autoridades estariam atrasadas em relação à China nas ações para eliminar esse mercado.

O projeto de lei proíbe a importação e exportação de marfim trabalhado e bruto até 2021, incluindo a proibição da posse e venda de todo o marfim obtido antes de 1990. No dia 6 de junho, houve uma consulta pública sobre a proposta de proibição de marfim do governo. A consulta contou com a presença de experientes guardas-parques, que tentaram sensibilizar os legisladores do quão mordaz é o comércio de marfim. Muitos guardas já tiveram suas vidas ceifadas combatendo esse comércio.

Consumidor gigante

Hong Kong é o maior comércio de marfim no varejo. A maioria dos compradores são chineses, que fazem o contrabando do marfim através da fronteira.

O extermínio de elefantes na África é alimentado pelo tráfico ilegal de marfim, utilizado para fazer ornamentos nos países asiáticos e também para atender “colecionadores” norte-americanos.

Hong Kong quer seguir os passos da China, que encerrou oficialmente as atividades das fábricas de marfim em 31 de março deste ano. Agora, a decisão da proibição do comércio de marfim na cidade está nas mãos do legislativo.

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