
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, instituiu nesta segunda-feira (18) um grupo de trabalho para discutir a pesca da piracatinga (Callophysus macropterus) – peixe capturado usando botos e jacarés mortos como isca. Em julho de 2020, o governo estabeleceu um ano de moratória da pesca da piracatinga. O colegiado formalizado hoje discutirá alternativas sustentáveis para a pesca do peixe necrófilo, que não comprometa as populações de boto-cor-de-rosa da Amazônia.
A coordenação do GT ficará a cargo da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), a Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS Brasil), a Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Amazonas (SFA/AM), a Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (SEPA/SEPROR), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (SEMA), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), o Comando do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (BPAMB/PM/AM), a Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (FEPESCA) e a Federação dos Sindicatos de Pescadores do Estado do Amazonas (FESIMPEAM) vão compor o colegiado, que se reunirá uma vez ao mês.
O Ministério do Meio Ambiente, o Ibama, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) poderão participar como convidados, mas não terão direito a voto.
As reuniões serão realizadas por videoconferência e o objetivo é elaborar um relatório final com sugestões para subsidiar as discussões sobre a moratória da pesca da piracatinga.
*Foto de Destaque: Cardume de piracatinga (Calophysus macropterus) no Rio Purus, AM. Foto: Adriano Gambarini
Leia Também
Leia também
Richard Rasmussen e a polêmica sobre o boto
Filme inédito no Brasil apresenta depoimento de pescadores que teriam acusado o biólogo de pagá-los para sacrificar boto na Amazônia →
Em meio à guerra com petróleo como protagonista, mais de 50 países avançam na descarbonização
Estudo liderado por grupo internacional de organizações mostra que 46 países já têm políticas para fim da dependência no petróleo. Outras 11 nações querem reduzir oferta →
Fim da Moratória da Soja pode colocar 13 milhões de hectares de floresta em risco
Estudo de pesquisadores da UFMG, Trase e ICV afirma que saída de tradings do acordo pode ampliar pressão sobre áreas de vegetação nativa no bioma →



