Geonotícia
Jornalismo feito com imagens de satélite e ferramentas geoweb

Os icebergs da Groenlândia vistos do espaço

Paulo André Vieira*
domingo, 29 julho 2012 18:00

A Groenlândia é a maior ilha do mundo, com mais de 44.000 km de linha costeira. Nos últimos dias ocupou as primeiras páginas do noticiário por conta de sua reserva de gelo, a segunda maior do mundo com 1.7 milhões de quilômetros quadrados, ultrapassada apenas pela Antártica. É tanto gelo que se um dia derretesse completamente, o nível do mar subiria 7 metros. O problema é que quase todo o gelo que cobre a Groenlândia, desde as finas camadas perto da costa até as áreas mais grossas no centro da ilha, apresentou algum grau de derretimento durante vários dias em Julho de 2012. Por volta de 97% da camada superior do manto de gelo havia apresentado derretido em algum momento de julho, o maior grau de derretimento da superfície observada em três décadas de observações de satélite.

O gelo da Groenlândia já andou no noticiário este mês, quando um grande pedaço da geleira Petermann se partiu e deslizou em direção ao mar no entre os dias 16 e 17 de julho. Não é um fenômeno raro, em 2010 outro grande iceberg se formou ali, com o dobro do tamanho. Desta vez o gelo se partiu em um ponto mais acima, o que pode significar um recuo histórico da geleira. Na sequência de fotos de satélite abaixo é possível ver o gelo se partindo, e também um close do iceberg de 32 km2 que se formou.

Abaixo uma foto do iceberg formado em 2010, com 251 km2.

Quase um ano depois, em julho de 2011, um pedaço deste iceberg ainda podia ser visto flutuando no Mar do Labrador entre a Groenlândia e o Canadá. Nas fotos abaixo podemos ver o iceberg, denominado Petermann Ice Island-A, que ainda tinha 55 km2, representando uma ameaça para linhas comerciais marítimas e plataformas de petróleo. A foto seguinte é de agosto de 2011, quando o iceberg já havia se dividido em dois.

Apesar da Groenlândia ser o berço desses enormes icebergs do tamanho de cidades, a maioria dos pedaços de gelo que se soltam no oceano são bem menores, mas que representam um perigo bem maior para navios e plataformas offshore, pois são bem mais difíceis de detectar. Na foto abaixo, de 2005, podemos ver uma verdadeira constelação de icebergs na baía de Baffin. Após o acidente do Titanic, os Estados Unidos e o Canadá estabeleceram em conjunto a Patrulha do Gelo Internacional. Usando uma combinação de navios, aeronaves e satélites, o serviço monitora icebergs que podem afetar o tráfego de navios e operações offshore.

As fotos que ilustram essa matéria foram divulgadas pelo Observatório da Terra, cuja missão é compartilhar com o público as imagens, histórias e descobertas sobre o clima e o ambiente que surgem a partir de pesquisas da NASA.

*Com informações da Wikipedia e do Observatório da Terra.

 


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