![]() |
A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000 deverá seguir o rito de tramitação no Legislativo, decidiu o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta transfere do Executivo para o Congresso Nacional a decisão sobre a demarcação de Terras Indígenas, Terras Quilombolas e criação de Unidades de Conservação.
Barroso negou pedido de deputados da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos pois seria uma “interferência indevida proibir o funcionamento de uma comissão deliberativa do Congresso Nacional”.
A decisão em princípio beneficia os ruralistas, que dominam a Comissão Especial formada para analisar a matéria. Porém, Barroso destacou pontos que poderão ser discutidos posteriormente no STF em favor dos direitos indígenas. De acordo com o ministro, há dúvidas sobre a validade da PEC 215, já que não se deve condicionar direitos adquiridos a deliberações do Congresso Nacional. “Tais direitos são incluídos na Constituição justamente para que as maiorias de ocasião não tenham poder de disposição sobre eles”.
A reunião que iniciará os trabalhos da Comissão Especial criada para analisar a PEC 215 está marcada acontecer na tarde desta quarta-feira (25). A sessão da semana passada (18) foi suspensa por falta de acordo com o PT, que pediu mais tempo para analisar a proposta.
Leia Também
Ruralistas dominam comissão da PEC das terras indígenas
Câmara cria comissão para analisar PEC das terras indígenas
Índios protestam e Congresso adia comissão sobre PEC 215
Leia também
Fundo Casa abre chamada de R$ 2,5 mi para apoiar projetos na Mata Atlântica
O edital nacional prevê financiamento de até 42 iniciativas comunitárias voltadas à restauração florestal, geração de renda e adaptação climática no bioma →
Exposição imersiva sobre crise climática chega ao Rio
Exposição gratuita do Coral Vivo reúne experiências sensoriais e conteúdos científicos para mostrar como a crise climática já afeta oceanos, ecossistemas e sociedade →
Albardão não é de nenhuma pessoa. É, finalmente, deles
O Parque Nacional representa mais do que uma vitória política, técnica ou institucional. Ele representa uma rara decisão civilizatória: a de dizer que o mundo não existe para ser usado →






