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O projeto da Usina Hidrelétrica Santa Isabel, licitado há uma década, foi devolvido à união, após a desistência do consórcio Geração Santa Isabel (GESAI) em tirar a usina do papel. A usina seria erguida no rio Araguaia, entre os estados do Pará e Tocantins.
As empresas queriam que a concessão de 35 anos tivesse seu prazo contado a partir da data da obtenção da licença ambiental, que foi atrasada por conta das falhas no EIA/RIMA. A decisão de devolver à concessão à União foi protocolada na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na sexta-feira (09). A informação veio de matéria publicada no site Congresso em Foco.
O projeto de Santa Isabel é de responsabilidade do Consórcio GESAI (Geração Santa Isabel), constituído pelas empresas Vale, Alcoa Alumínio S.A., BHP Billiton Metais S.A., Camargo Corrêa S.A. e Votorantim Cimentos Ltda. As empresas ganharam a concessão para a construção da usina em novembro de 2001.
A hidrelétrica agora suspensa iria afetar diretamente o Parque Estadual Serra dos Martírios – Andorinhas, a Área de Proteção Ambiental São Geraldo do Araguaia e a Área de Proteção Ambiental Lago de Santa Isabel, além de 131 cavidades naturais na região. Outra perda com a construção da usina seria o alagamento do cenário da guerrilha do Araguaia, ocorrida no ínício da década de 70.
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