Após 5 anos de debates a portas fechadas, desde o começo de junho está tramitando em caráter de urgência no Congresso Nacional o novo Código da Mineração. A discussão em torno das novas regras para a exploração do subsolo brasileiro acaba de ganhar uma nova contribuição com a publicação “Quem é quem nas discussões do novo código da mineração”, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).
O documento elaborado pela pesquisadora Clarissa Reis Oliveira tem 25 páginas e analisa os financiamentos de campanha política de empresas mineradoras, os interesses das empresas e a questão das populações que serão atingidas, mas não foram ouvidas. É dividido entre 4 pequenos capítulos: a caracterização dos seguimentos políticos, dos seguimentos econômicos, seguimentos sociais e a conclusão.
| Clique para ler |
Em junho, mais de 80 organizações socioambientais se manifestaram pedindo que o governo retirasse a urgência do Código da Mineração. O movimento acusava o governo de atropelar debate sobre o novo marco regulatório. Nesta terça-feira (06), o governo admitiu retirar a urgência do projeto de lei 5807/13, pois a pauta da Câmara está trancada por falta de votação e os deputados estão impedidos de apreciar outros projetos de lei.
Efeitos da mineração no meio ambiente
Brasil: Mineração em terra indígena pode ser aprovada em 2013
A outra “Belo” que está se instalando à beira do rio Xingu
Leia também
Guerra Irregular Ambiental: o crime evoluiu e o Estado parou no tempo
Estado enfrenta criminosos armados, instalados ou ocultos em áreas de difícil acesso e misturados a populações civis expostas à coerção, à dependência econômica ou à ausência de alternativas →
Filhotes gêmeos marcam primeiro nascimento de gorilas-da-montanha em 2026
Espécie é exemplo de resultados bem-sucedidos de esforços para conservação; Gêmeos são filhos de Mafuko, uma gorila de 22 anos →
PF prende homem por contrabando de peixes ornamentais da Amazônia em Tabatinga
A apreensão ocorreu no Aeroporto Internacional de Tabatinga e revelou o uso da fronteira amazônica para o envio ilegal de espécies nativas ao exterior →





