A Polícia Nacional do Peru realizou no dia 25 de setembro uma operação para combater a exploração mineral em La Pampa, zona de amortecimento da Reserva Nacional Tambopata. A ação executada por 400 policiais conseguiu destruir 38 motores, 950 metros de mangueiras e 23 dragas.
A operação teve o apoio das Forças Armadas e foi comandada pelo Ministro do Interior, Wilfredo Pedraza Sierra, que anunciou a criação de uma frente de controle policial com 500 homens na região, com o objetivo de “recuperar o território e insistir na tarefa de interdição” contra a mineração ilegal.
O ministro ressaltou que na “zona de La Pampa nunca haverá mineração legal (…) porque a zona de amortecimento é uma zona de proteção e de reserva, onde não pode ser autorizada a mineração”.
De acordo com o ministro Pedraza, cinco grupos militares operaram simultaneamente contra a mineração ilegal na zona de La Pampa, mas que também estão trabalhando no triângulo de mineração formado pela zona de Cusco e de Quincemil, “onde a mineração ilegal está absolutamente proibida”.
O território em questão é a zona de amortecimento da Reserva Nacional Tambopata. A zona onde foi realizada a operação, La Pampa, é uma área perto da fronteira com a Bolívia e com uma alta riqueza aurífera encontrada nos rios da região. Pela mineração ilegal, atualmente a zona apresenta uma paisagem de destruição e contaminação. De acordo com o Ministério do Ambiente, a mineração informal no Peru já arrasou mais de 40 mil hectares de florestas.
Mineradores ilegais versus governo peruano
Para lidar com essas ameaças, o governo peruano está realizando a formalização de pequenos mineradores e mineradores artesanais, que não usam máquinas pesadas e que não trabalham em zonas não autorizadas. Já os mineradores fora da lei estão sendo reprimidos, como foi o exemplo da ação em Tambopata.
Por esse motivo, os integrantes da Confederação Nacional de Mineradores Artesanais e Pequenos Produtores Mineradores do Peru começaram neste dia 30 de setembro uma greve nacional, contra a repressão e a destruição de equipamentos e máquinas usadas na mineração nos leitos dos rios, que são áreas proibidas, e contra um fracassado processo de formalização, denunciou a Confederação.
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