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Colômbia reduziu sua taxa anual de desmatamento

Controle nos fatores de pressão sobre a floresta, como a pecuária extensiva e a atividade madeireira, é apontado como causa da redução.

Giovanny Vera ·
19 de agosto de 2013 · 13 anos atrás

Juan Gabriel Uribe, Ministro de Meio Ambiente e Omar Franco, diretor do IDEAM apresentaram novos dados sobre o desmatamento na Colômbia. Foto: Juan José Posada – IDEAM.
Juan Gabriel Uribe, Ministro de Meio Ambiente e Omar Franco, diretor do IDEAM apresentaram novos dados sobre o desmatamento na Colômbia. Foto: Juan José Posada – IDEAM.

A Colômbia reduziu sua taxa anual de desmatamento em 39% durante o período entre 2011 e 2012. Foram 148 mil hectares, em média, de perda anual de floresta, contra a média de 238 mil hectares por ano, registrado entre 2005 e 2010, segundo informações do Ministério de Meio Ambiente e o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (IDEAM).

De acordo com as duas instituições, a Colômbia teria perdido 296 mil hectares de florestas durante os anos 2011-2012, e a região mais afetada foi a Amazônia, localizada nos departamentos de Caquetá, Meta e Guaviare, onde foram registrados 46% do desmatamento do país. Porém, a mesma região mostrou avanços, já que durante os mesmos anos marcou um descenso na média anual de desmatamento, de quase 10 mil hectares.

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Estes dados são resultado do sistema de monitoramento de florestas e carbono que o IDEAM realiza desde 2010 com o apoio da Fundação Gordon e Betty Moore. De acordo com o Ministério de Meio Ambiente, foram investidos seis milhões de dólares para o desenvolvimento deste sistema, que oferece uma visão geral e também específica por regiões sobre o desmatamento no país, o que permite tomar as melhores decisões para combater a degradação da floresta.

Este novo sistema foi criado por cientistas colombianos em colaboração com especialistas estrangeiros, e permite o lançamento de alertas a cada seis meses e obter uma quantificação mais precisa do desmatamento no país a cada dois anos.

Para o Ministério, a redução na taxa de desmatamento coincide com a diminuição dos cultivos de folha de coca  — especialmente nas regiões de Nariño e Cauca –, com o incremento de esforços no controle da exploração de madeira e da mineração, e a redução do avanço da fronteira agropecuária, com o incentivo à pecuária sustentável.

De acordo com a informação divulgada pelo IDEAM, a Colômbia apresenta 59.816.403 hectares de cobertura florestal remanescente, sendo 52,5% da superfície continental do país. As principais florestas remanescentes estão na região Amazônica, com 67% delas, e na região Andina, com 17% do total.

Caquetá, Meta e Guaviare são as regiões mais afetadas pelo desmatamento na Amazônia colombiana.

 

 

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  • Giovanny Vera

    Giovanny Vera é apaixonado pela área socioambiental. Especializado em geojornalismo e jornalismo de dados, relata sobre a Pan-Amazônia.

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