![]() |
Nas instalações do Ave É Vida (IAV), esses filhotes servirão como matrizes para a reprodução da espécie, o pato-mergulhão, cujo nome científico é Mergus octosetaceus. No ano que vem, novos ovos deverão ser levados até o instituto para a realização de cruzamentos em cativeiro. “Eles serão a ferramenta para, em 3 anos, gerar mais filhotes. E aí, os filhotes que nascerem serão preparados para voltar a natureza”, explica a veterinária Letícia de Carvalho Dias, gerente-administrativa do Instituto Ave é Vida.
![]() |
Segundo ela, a retirada destes ovos da natureza ajudará a sobrevivência do pato-mergulhão. Um dos ninhos em observação continha cinco ovos. Pouco tempo depois, não havia sobrado nenhum devido à ação de predadores. “Se estes ovos ficam lá agora vão ser predados. É uma visão de longo prazo, esperamos gerar mais indivíduos”, diz a veterinária.
O Instituto Ave é Vida é uma organização sem fins lucrativos. O instituto mantém mais de 4 mil aves, de mais de 320 espécies diferentes do mundo inteiro. O projeto do pato-mergulhão é coordenado pelo professor Luís Fábio Silveira da Universidade de São Paulo (USP) e envolveu, além do Instituto Ave É Vida, a participação do IBAMA, ICMBio e Instituto Terra Brasilis.
Leia também
Chuvas extremas atingem Minas em áreas já classificadas como de alto risco, segundo SGB
Mapas oficiais já apontavam milhares de áreas vulneráveis no estado, enquanto cortes na prevenção ampliaram os impactos das chuvas extremas →
Mesmo com seguidas tragédias, ocupação de encostas cresce no litoral de SP
Expansão urbana em encostas com alto risco de deslizamentos aumentou cerca de 50% em uma década, mostram dados do MapBiomas →
Pesquisa revela a importância das cavernas para serviços essenciais à vida no planeta
Desde uma fonte de energia renovável até local para produção de alimentos, ambientes subterrâneos prestam serviços ecossistêmicos fundamentais para a saúde do planeta e nosso bem-estar →






