Salada Verde

Tamanduaí resgatado em rodovia

Espécie considerada a menor da família dos tamanduás foi encontrada por turistas em estrada no Pará e entregue ao Ibama. Veja vídeo.

Redação ((o))eco ·
20 de janeiro de 2011 · 15 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Medindo 15 cm, sem contar a cauda, Tamanduaí cabe em uma caixa de sapato (foto: Nelson Feitosa/Ibama)
Medindo 15 cm, sem contar a cauda, Tamanduaí cabe em uma caixa de sapato (foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Um tamanduaí foi resgatado por turistas enquanto tentava atravessar a rodovia PA 481, no município de Barcarena, a 123 km de Belém, Capital do Pará. Ele apresentava cerca de 15 cm de comprimento (sem a cauda) e 300 g de peso. Resgatado, o mamífero foi entregue na sexta-feira (14/01) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Pará em uma caixa de sapato e, depois de examinado, devolvido a uma área segura de floresta.

O tamanduaí Cyclopes Didactylus, conhecido como tamanduaí-seda ou tamanduaí-anão, é o menor da espécie do mundo. De hábitos noturnos, se alimenta basicamente de insetos, principalmente formigas. Vive enrolado nas copas das árvores e é um animal bastante discreto.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Por ser tão pequeno e viver nos topos das árvores, foi muito pouco estudado. Não está incluido na lista de animais em extinção, mas o desmatamento é fator crucial para a sobrevivência da espécie.

“Tivemos sorte de o bicho, que é muito pequeno e lento, ter sido visto antes de ser atropelado”, diz o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha. Segundo ele, apesar da falta de estatísticas, é grande o número de morte de animais por atropelamentos em todo o Pará. “Um espécime arbóreo só faria uma jornada destas, por terra, numa situação crítica. Provavelmente, perdeu seu habitat para o avanço dos desmatamentos na região. Ou ele partia em busca de uma nova mata ou morria de fome”, acredita Aranha. No Brasil, há registros da espécie nos estados da região amazônica e, com menos frequência, no nordeste. (Daniele Bragança)

Há um ano o Eco já comentava a fragilidade dos tamanduaís-sedas frente ao crescimento do desmatamento, leia aqui matéria publicada em janeiro de 2010

Veja vídeo produzido por pesquisadores

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Externo
24 de março de 2026

O impacto da poluição por combustíveis fósseis nos oceanos traz custos enormes

Um novo estudo detalha o preço que a sociedade está pagando pela queima de carvão, petróleo e gás

Colunas
24 de março de 2026

Se nós os parimos, por que eles nos matam? 

Essa não é uma pergunta para as mulheres responderem sozinhas, porque a violência de gênero não pode continuar sendo tratada como uma pauta feminina

Salada Verde
24 de março de 2026

Inspirado pelo SUS, estado do Rio lança rede de atendimento à fauna silvestre

Com investimento de R$100 milhões, iniciativa prevê unidades móveis, criação de centro de pesquisa e quatro novos centros de atendimento e reabilitação da fauna

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.