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Pantanal pressionado

Bioma perdeu 4.279 Km2 em 6 anos, o equivalente a 2,82% de sua área total, mostra levantamento do Ministério do Meio Ambiente. Segundo ONGs, esse número é ainda maior.

Salada Verde ·
7 de junho de 2010 · 16 anos atrás
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Segundo levantamento do MMA, a taxa média anual de desmatamento registrada nestes seis anos para o bioma foi de 713 km², ou 0,47%, o que representa o segundo maior índice de desmate no mesmo período entre os biomas monitorados até agora. O Pantanal só perde para o Cerrado, segundo Ministério.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a produção de carvão vegetal, usado para abastecer a siderurgia de Corumbá, e a pecuária, estão entre as principais causas do desmatamento. A cidade de Corumbá (MS) é, em números absolutos, o responsável pelo maior índice de desmatamento entre 2002 e 2008. Historicamente, entretanto, este título fica com o município de Cáceres, que sempre apresentou os maiores índices de perda de vegetação, segundo o MMA.

Já segundo o estudo feito em parceria entre as ONGs WWF, Conservação Internacional, SOS Pantanal e SOS Mata Atlântica, além da Fundação Avina e Embrapa, a perda total do bioma entre 2002 e 2008 foi de 12,4 mil km². A pressão maior está sobre o planalto do bioma, que possui apenas 41,8% de sua cobertura original. A região de planície conserva ainda 86,6% de sua vegetação original.

De acordo com este estudo, a pecuária é o principal vetor de desmatamento no Pantanal. A conversão de vegetação em pastagens é responsável por 11,1% do uso da terra na área de planície e 43,5% no planalto. A agricultura ocupa 0,3% da região de planície do bioma e 9,9% do planalto.

A grande diferença entre os números do MMA e ONGs deve-se, principalmente, à área considerada para estudo. O levantamento do Ministério levou em conta somente os limites do bioma Pantanal, desconsiderando a área da Bacia do Alto Paraguai, por considerar que as nascentes do Rio Paraguai encontram-se nos domínios do bioma Cerrado. Segundo o MMA, até o final do ano serão realizadas 10 operações estratégicas nas áreas onde a pressão por desmatamento é maior. (Cristiane Prizibisczki)

 Atalho:
– Estudo das ONGs – Monitoramento das alterações da cobertura vegetal e uso do solo na Bacia do Alto Paraguai
 

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