Será que o governo chinês tem capacidade para planejar uma megacidade? A pergunta é de Timothy Fadek, fotógrafo americano com experiência em cobertura de conflitos no Iraque, Líbano e Kosovo.

A maioria das pessoas agora vive em cidades. No slideshow abaixo, esse fotojornalista narra que passou a se interessar pelo assunto, após ler um relatório da ONU registrando o fenômeno. Para começar sua exploração fotográfica, pegou um avião para Chongqing, no sudoeste da China, a cidade que em 15 ou 20 anos, por estímulo do governo, explodiu como um cogumelo até atingir uma população metropolitana em torno de 33 milhões de habitantes. Em seguida, deixou-se perder por suas ruas, avenidas e bairros.

Chongqing é uma das cinco “Cidades Centrais da Nação”, categoria criada pelo governo chinês dentro um plano de desenvolvimento urbano iniciado em 2010. O crescimento local começou quando as autoridades escolheram a região para desenvolver um novo centro industrial para indústrias como automóveis e computadores.

“Minha primeira reação foi Uau! Tudo o que eu via ou ouvia eram as vistas de edifícios em construção e os ruídos da construção”, diz Timothy. A visão o lembrou da história do Oeste americano, que disparou em crescimento com a corrida pelo ouro, fazendo com que cidades como São Francisco entrassem no mapa.

Os trabalhadores de construção vivem em condições terríveis, migrando de um terreiro de obras para outro. Os que laboram na indústria ganham 3 ou 4 dólares por dia e já são parte da nova classe média chinesa. É pouco, mas o suficiente para alugar pequenos apartamentos em prédios gigantescos.

Do outro lado, executivos e empresários ganham mais do que seus pares americanos e vivem no luxo. A diferença de renda entre quem está no topo e os que estão no fundo da distribuição de renda é estarrecedora, conclui.



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