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Quais são e de onde vêm os pescados vendidos em SP?

Levantamento indica que venda de espécies ameaçadas de extinção é comum na cidade e que períodos de defeso não são respeitados no Brasil

Redação ((o))eco ·
6 de junho de 2013 · 13 anos atrás

Alguns dos peixes mais vendidos em feiras livres, mercados e peixarias da cidade de São Paulo estão ameaçados de extinção. Mesmo espécies protegidas pelo período de defeso, no qual a pesca é proibida, podem ser facilmente encontradas na capital. As constatações são resultado de levantamento detalhado feito em 66* pontos de venda, divulgado na semana passada pela organização SOS Mata Atlântica.

Entre as espécies ameaçadas de extinção estão peixes comuns como a sardinha, presente em 59 dos 66 estabelecimentos visitados. Confira abaixo quais os peixes, moluscos e crustáceos mais vendidos na capital e algumas das espécies ameaçadas identificadas neste estudo.

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O estudo indica quão espécies deveriam estar protegidas, apesar de não possibilitar um retrato preciso do problema. Não há distinção nos mercados, por exemplo, dos tipos de tubarões comercializados. Todos vendidos como “cações”. Não custa lembrar que, das 88 espécies de tubarões brasileiras, 12 estão ameaçadas de extinção. Em muitos casos, segundo o SOS Mata Atlântica, o período de defeso está sendo ignorado. O fato de peixes serem vendidos como filés, limpos e embalados, dificulta a identificação e o controle. 

Os pesquisadores também procuraram identificar, com base em entrevistas com os comerciantes, a origem do pescado. Entre os principais fornecedores de peixes, moluscos e crustáceos vendidos na capital estão os estados de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O Chile é um dos grandes fornecedores de salmão, criado em fazendas de cultivo. Confira no mapa abaixo a origem de cada tipo de pescado vendido na cidade identificado no levantamento (clique nos botões para ver as espécies):

Cidades, regiões e países que fornecem peixes para São Paulo

 

Fonte das informações:
Os dados brutos sobre a pesquisa foram repassados ao site ((o)) eco pela bióloga Camila Keiko Takahashi, do Programa Costa Atlântica, da SOS Mata Atlântica. Clique aqui para ver o nome científico das espécies identificadas e aqui para mais informações sobre o estudo.

* O levantamento foi feito em 66 estabelecimentos, e não 98 como informado anteriormente. Texto atualizado às 15h desta sexta-feira, dia 7.

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