Notícias

Urbanização ameaça áreas de Mata Atlântica do Rio de Janeiro

Mudanças acontecem principalmente na Zona Oeste, onde estão concentradas as principais áreas remanescentes de Mata Atlântica da cidade

Daniel Santini ·
16 de maio de 2013 · 13 anos atrás

Com base em imagens de satélite, é possível constatar a urbanização acelerada da Zona Oeste do Rio de Janeiro nas três últimas décadas. A região que mais tem sofrido alterações é justamente onde estão concentradas as principais áreas remanescentes de Mata Atlântica da cidade, conforme mapa detalhado da cobertura vegetal apresentado em 2011 pela Prefeitura do Rio de Janeiro (clique para baixar uma cópia do documento em PDF). Há hoje apenas 9 bairros com mais de 50% de cobertura de Mata Atlântica, dos quais 7 estão na Zona Oeste.

No mapa abaixo, disponibilizado pelo Google Earth Engine, as alterações que a cidade sofreu de 1984 a 2012 ficam visíveis. Enquanto na Zona Sul, já saturada, poucas mudanças acontecem, em bairros como Jacarepaguá dá para ver as áreas verdes sendo substituídas por aslfato e construções (clique no campo de busca para ver alterações no período em outras regiões do planeta).

O mapa de cobertura vegetal da cidade também pode ser acessado pelo sistema Sigfloresta (é necessário instalar o programa Silverlight para ver), que traz informações detalhadas sobre o tipo de vegetação e as áreas em que se concentram as principais reservas. As informações são de 2010 e 2011, mas o mapa encontra-se relativamente atualizado. As imagens de satélite, porém, indicam que são necessárias políticas públicas específicas para regular e conter o avanço da urbanização sobre áreas de vegetação natural remanescentes.

Fontes de dados e referências desta reportagem:

Informações sobre a localização das áreas remanescentes de Mata Atlântica estão disponíveis na página da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Um mapa em PDF com a cobertura vegetal detalhada da cidade pode ser acessado neste link. As imagens de satélite do Google Earth Engine também estão disponíveis para outras regiões do planeta. A ferramenta ajuda a visualizar impactos de mudanças climáticas e alterações ambientais. Mais informações em inglês aqui.

 

 

 

 

  • Daniel Santini

    Responsável pela plataforma ((o)) eco Data. Especialista em jornalismo internacional, foi um dos organizadores da expedição c...

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
13 de março de 2026

Quem são os atingidos por desastres?

Há mais de dez anos desde o rompimento da barragem em Mariana, em Minas Gerais (MG), faltam informações e sobram consequências

Notícias
13 de março de 2026

Nascimento de filhote de harpia em reserva da Bahia é comemorado pela Ciência

Desde 2018 não eram registrados nascimentos na unidade. Filhote ativo no Corredor Central da Mata Atlântica é passo importante para evitar extinção

Salada Verde
13 de março de 2026

Em homenagem ao cão Orelha, governo aumenta multa para quem maltrata animais

Novo decreto amplia de R$500 para R$ 1.500 valor da multa mínima em caso de maus tratos aos animais. Governo também estabeleceu a criação da Conferência Nacional de Direitos Animais

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.