O município brasileiro com mais áreas embargadas devido a infrações ambientais é Porto Velho, capital de Rondônia. Com 1020 embargos registrados, boa parte deles relacionado a desmatamento e devastação ambiental, o município é o campeão de embargos de todo o país. Em seguida, estão Novo Progresso (PA), com 719 embargos; Brasília (DF), com 642; Altamira (PA), com 539 (município onde está sendo construída a futura hidrelétrica de Belo Monte); e São Félix do Xingu (PA), com 447. As informações são resultado de levantamento inédito feito pelo Data Cidades, plataforma de dados do site ((o))eco, com base nos 42.592 registros de áreas embargadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). No quadro abaixo, é possível visualizar todos os municípios com mais de 200 áreas embargadas. Passe o cursor sobre os quadrados para visualizar a quantidade de embargos em cada um dos municípios.
O grande número de áreas embargadas em Rondônia, que além da capital tem mais quatro municípios no quadro, está relacionado ao alto índice de desmatamento no estado. Também é possível observar as infrações ambientais registradas pelo Ibama no Pará, no Mato Grosso e no Amazonas, em áreas em que novas fronteiras agrícolas avançam sobre a Amazônia. No mapa em que pontos vermelhos indicam as áreas embargadas, Rondônia praticamente some (clique aqui ou na imagem para navegar e ver o mapa em detalhes).
Fontes de dados utilizados nesta reportagem:
É possível consultar todas as áreas embargadas por problemas ambientais na página de consultas públicas no site do Ibama. O levantamento feito pelo Data Cidades é baseado em consulta ao sistema em maio de 2013; tabela em formato excel com dados disponíveis na data pode ser acessada aqui.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
E quem cuida de quem coexiste com as onças?
A conservação de grandes felinos depende da parceria com as comunidades, que precisa ser construída também nos momentos em que elas precisam de apoio →
PPBio: mais de 20 anos de pesquisa a serviço da biodiversidade brasileira
Com mais de 2.500 pesquisadores e atuação em todos os biomas brasileiros iniciativa articula pesquisa científica para subsidiar políticas públicas e fortalecer a conservação →
Como conectar a neurociência positiva com os nossos desafios ambientais
Em conversa com Juliana Zelluay, especialista em neurociências e psicologia positiva, o episódio investiga a relação entre comportamento humano, saúde mental e transformação ambiental →

