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Confluência dos rio Teles Pires e Verde, no Mato Grosso. O Teles Pires é a bola da vez das hidrelétricas da Amazônia. Foto: Margi Moss

Confluência dos rio Teles Pires e Verde, no Mato Grosso. O Teles Pires é a bola da vez das hidrelétricas da Amazônia. Foto: Margi Moss

Um antigo professor dizia que, desde a Eco 92, a política global sobre meio ambiente virou um caso de “conferênciomania”. De fato, só na questão das mudanças climáticas foram 17, sem contar os 4 sub-encontros durante cada ano. Mesmo Copenhague (2009), quando líderes das maiores potências fizeram um fuzuê em torno da redução dos gases de efeito estufa, não deu em nada. 

Em 2012, a Rio+20 será a nova vedete dos encontros internacionais. Com a crise financeira na Europa e Estados Unidos, é possível que vejamos uma discussão sobre como garantir a continuidade da bonança nos emergentes, como Brasil, China e Índia, com a proteção do meio ambiente. O bom (?) e velho desenvolvimento sustentável.

O Brasil chega à Rio+20 com o discurso de que é uma das maiores economias do mundo, possui 73% de energia renovável e reduziu o desmatamento na Amazônia. Ou seja, um exemplo.

Mas aí começam a surgir as dúvidas. Belo Monte é energia renovável, mas ela conta como um item de economia verde?  Será mesmo que o “novo” Código Florestal vai contribuir para evitar novos desmatamentos na Amazônia?

No início de março, a Câmara deve aprovar o novo Código Florestal. Dilma Rousseff vetará a anistia aos desmatadores?

Bem longe dos holofotes da cúpula no Rio, os municípios e estados terão pela primeira vez mais poder na fiscalização dos desmatamentos e crimes ambientais. A Lei 140, já sancionada pela presidente, é um desafio local com reflexos nacionais. Se o desmatamento na Amazônia aumentar o Brasil perde brilho na Rio+20.
 

Pepinos ambientais de 2012 -- 5 fatos importantes

 

  1. Nos dias 06 e 07 de março, a Câmara dos Deputados vota texto do Código Florestal aprovado no Senado em 2011. O texto seguirá para sanção de Dilma enquanto movimento Veta Dilma faz barulho
  2. Novas usinas na Amazônia, no rio Teles Pires e, principalmente, nas corredeiras de São Luiz do Tapajós serão as novas polêmicas entre Ibama, governo e sociedade civil
  3.  A ministra Izabella Teixeira vai finalmente reformar o Ministério do Meio Ambiente após debandada de chefes em secretarias importantes.
  4. Apesar de não se esperar acordos expressivos, a Rio+20 vai mobilizar um grande número de organizações não governamentais, empresas, universidades no Brasil e no Mundo.
  5. O Brasil comemorou o menor desmatamento da história em 2011. Mas tem muita gente de olho nos satélites para saber se tendência vai ser mantida. Principalmente após aprovação do Código Florestal.