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O assassinato dos três guardas eleva para oito o total desses funcionários mortos, no exercício da profissão, só este ano. Foto: Cody Wellons.

O assassinato dos três guardas eleva para oito o total desses funcionários mortos, no exercício da profissão, só este ano. Foto: Cody Wellons.

 

Três guardas-parques foram mortos no Parque Nacional Virunga, na República Democrática do Congo. Segundo nota divulgada pelo Parque, os funcionários foram assassinados no exercício da função por integrantes da milícia Mai-Mai nas primeiras horas da segunda-feira (14). Mai-Mai, também conhecida como Forças de Auto-Defesa Populares), é uma milícia formada por congoleses que lutam por unidade nacional e contra as tropas de Ruanda e Uganda.

O Congo sofre um conflito étnico que já vitimou dezenas de mortos com a guerra que existe entre as etnias Nande e Hutus.

O crime ocorreu durante uma patrulha de rotina. Os guardas-parques Charles Paluku Syaira, Jonas Paluku Malyani e Pacifique Musubao Fikirini deixam esposas e filhos. Em nota, a administração do Parque lamenta as mortes dos três funcionários e oferece total apoio às famílias.

O Parque Nacional de Virunga foi criado em 1925, pelo príncipe Albert I da Bélgica, por isso, inicialmente, o parque recebeu o nome de Parque Nacional Albert. A unidade de conservação foi o primeiro parque nacional a ser estabelecido no continente africano. Com 7.800km² de área, o parque foi fundado, principalmente, para proteger os gorilas de montanha que vivem nas florestas do Maciço de Virunga. Em 1969, ele foi renomeado para Parque Nacional Virunga.

A administração do Parque informa que o incidente não afetou as atividades de turismo da unidade de conservação.

Número de guarda-parques mortos aumenta

O assassinato dos três guardas eleva para oito o total desses funcionários mortos, no exercício da profissão na área protegida, só este ano. O Parque Nacional de Virunga informa ainda que mais de 160 guarda-parques sacrificaram suas vidas protegendo a unidade de conservação nos últimos 20 anos.

 

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