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Papagaio-de-cara-roxa. Foto: Zig Koch/Divulgação.

Papagaio-de-cara-roxa. Foto: Zig Koch/Divulgação.

A conservação do papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma história de sucesso. A espécie já esteve muito próxima da extinção, mas os planos de conservação mais a dedicação da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que tem um programa permanente que inclui um censo anual, mostram que é possível recuperar uma espécie ameaçada.

Endêmica da Mata Atlântica, mais especificamente entre o litoral de São Paulo e Paraná, a Amazona brasiliensis tem se recuperando ano a ano. O Censo 2017 encontrou uma população de 7.339 aves. Em 2003, a população estimada era de apenas 3 mil indivíduos.

Os números foram crescendo ano a ano e, em 2014, o papagaio-de-cara-roxa saiu da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. Desde então, a população tem se mantido estável.

Áreas protegidas protegem

As Unidades de Conservação têm um papel essencial na recuperação da população do  papagaio-de-cara-roxa: mais da metade da população contabilizada durante o censo deste ano foi encontrada no Parque Nacional do Superagui (2.295 papagaios) e na Estação Ecológica da Ilha do Mel (1.600), áreas protegidas localizadas nos municípios de Paranaguá e Guaraqueçaba (PR). Segundo a bióloga Elenise Sipinski, coordenadora do projeto, a ocorrência “reforça o quanto a preservação de toda a região é importante para a sobrevivência da espécie, que se desloca por todo o litoral em busca de alimento e abrigo”.

A contagem populacional da espécie é realizada anualmente desde 2003 pelo Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, iniciativa da SPVS. As pesquisas e o monitoramento da espécie começaram antes, em 1998. Esse ano, o censo verificou que a maior concentração das aves continua sendo no litoral do Paraná – 5.564 indivíduos, ou 76% do total. O litoral paulista, incluído no censo em 2013, abriga 1.775 papagaios.

Além da equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, mais de 50 voluntários participaram da edição 2017 do censo. Para Elenise Sipinski, a grande adesão de pessoas interessadas em contribuir com o projeto mostra a identificação com a causa da proteção dos papagaios e do bioma Mata Atlântica e também a confiança no trabalho da instituição. “Sempre somos procurados por mais candidatos a voluntariado do que conseguimos atender. São estudantes, pesquisadores e moradores do entorno das áreas de conservação dispostos a colaborar com a preservação da biodiversidade da região”, comemora Sipinski.

 

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