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Desde 2004, o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) era considerado vulnerável pela Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em Inglês). Foto: Kee Yip/Wikimedia.

Desde 2004, o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) era considerado vulnerável pela Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em Inglês). Foto: Kee Yip/Wikimedia.

 

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), espécie que só existe no Brasil, passou da categoria Vulnerável para quase ameaçada de extinção na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em Inglês). Em 2014, a lista brasileira de espécies ameaçadas, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, já havia alterado a classificação do papagaio-de-cara-roxa para quase ameaçada. Agora, foi a vez da lista internacional.

 
De 1994 a 2000, a espécie era considerada “Em Perigo”. De 2004 a 2016, passou a ser classificada como “Vulnerável”, categoria ainda dentro das consideradas ameaçadas de extinção, mas com posição mais confortável que a anterior. No final de 2017, a IUCN retirou a espécie da lista vermelha (Entenda a classificação da Lista Vermelha da IUCN).

 

Espécie recuperada

Endêmica da Mata Atlântica, mais especificamente entre o litoral de São Paulo e Paraná, a Amazona brasiliensis tem se recuperando ano a ano, graças ao trabalho realizado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que mantém um programa permanente de proteção da espécie. Em 1998, a ONG começou as pesquisas e o monitoramento da ave através do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa. Em 2003, eles iniciaram a colocação de ninhos artificiais para facilitar a reprodução segura de filhotes.

“A recuperação que vemos na população do papagaio-de-cara-roxa é resultado também da sensibilização dos moradores e turistas da região para a proteção da espécie e das áreas naturais onde ela vive”, afirma Elenise Sipinski, coordenadora técnica do projeto.

O Censo 2017 encontrou uma população de 7.339 aves. Em 2003, a população estimada era de apenas 3 mil indivíduos.

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